Lemnis » Antroposofia, Homeopatia e Farmácia de Manipulação

29.06.09

Emagrecedores naturais: reduzem o apetite, a absorção de açucares e gorduras

por

A obesidade é um dos principais problemas de saúde da atualidade. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), calcula-se que cerca de 25 % da população mundial é obesa. No Brasil, o Ministério da saúde (2006) aponta que cerca de 40 % da população está acima do peso e 10 % é considerada obesa.

Atualmente a obesidade tornou-se um sério problema de Saúde Pública no mundo, superando até mesmo a desnutrição e as doenças infecciosas. O que se relaciona ao crescimento do número de obesos nas últimas décadas são as mudanças radicais nos hábitos alimentares que passou de uma alimentação mais natural, para o consumo de alimentos super industrializados, refinados, tais como o arroz, a farinha de trigo, o açúcar, o sal, etc. E nos últimos 30 anos, acrescentou-se a isto os chamados fast food e junto com eles todo tipo de refrigerantes, sanduíches, etc.

Com a mudança dos padrões alimentares, mudaram também os padrões de gasto de energia. O estilo de vida sedentário e as dietas baseadas em alto índice de gordura e elevada densidade energética são apontados como as principais causas do aumento da obesidade, sobretudo se o obeso apresenta alguma predisposição genética ou tendências para engordar rapidamente quando exposto a fatores ambientais desfavoráveis.

Conceitos, causas e objetivos de tratamento

Do ponto de vista conceitual, através do termo obesidade se denomina o estado em que determinada pessoa apresenta excesso de tecido gorduroso em relação ao normal. A obesidade é uma síndrome, determinada por inúmeros fatores.

Em relação as suas causas, a obesidade pode ser classificada em:

üNeurológicas

üEndócrinas

üGenética

üDe Inatividade Física

üFarmacológica

üAmbiental

üPsicológica 

Importante ressaltar que uma causa não invalida outra, portanto, pode-se associar uma obesidade genética com a inatividade física e a compulsão psicológica para comer e assim sucessivamente.

No que se refere ao período em que a obesidade aparece, esta pode estar relacionada a diversos períodos da vida, tais como: obesidade da primeira infância; após trauma emocional; na puberdade; relacionados a períodos de estresse e inatividade como na preparação para um vestibular; no início do casamento; durante a gravidez; na menopausa; após parar de fumar, dentre outros.

Não existe propriamente uma doença que cause a obesidade, o que existe de fato são patologias que podem por fatores diversos ocasionar aumento de peso ou mesmo obesidade, como por exemplo: as doenças de ordem psíquicas, endócrinas, neurológicas ou induzidas por algum tipo de droga. Dentre as mais conhecidas podemos citar: o hipotireoidismo, a síndrome dos ovários policísticos, o tratamento com hormônios sintéticos usados como contraceptivos ou no tratamento da menopausa.

O tratamento da obesidade habitualmente tem os seguintes objetivos:

üReduzir o peso através de uma dieta hipocalórica e, assim mobilizar o tecido adiposo sobressalente;

üAtender às necessidades do paciente em relação a aminoácidos essenciais, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais;

üIntroduzir bons hábitos alimentares;

üEncorajar o paciente no decorrer do tratamento e identificá-lo como principal interessado e responsável pelo êxito final;

üElaborar uma dieta compatível com as condições sócio-econômicas do paciente;

üAtender aos horários e locais onde o indivíduo realiza suas refeições;

üManter o peso obtido após a conclusão do tratamento.

Medicamentos alopáticos

Na prática alopática o tratamento medicamentoso baseia-se na tríade anorexígenos (redutores do apetite), hormônios tireoidianos e psicotrópicos (neurolépticos). E como estes agem no Sistema Nervoso Central (SNC) ou Sistema Hormonal, em curto, médio ou longo prazo eles podem levar ao aparecimento de sintomas, tais como: hipertensão arterial, ansiedade, depressão, taquicardia, gastrite, cefaléia, distúrbio de equilíbrio, boca seca, além de dependência física, química e psicológica.

Outras classes medicamentosas, os diuréticos e laxantes, também podem ser utilizados, porém em condições especiais, já que seu uso não interfere nada na perda de tecido gorduroso.

• Orlistat

 É um potente inibidor específico das lipases gastrintestinais, reversível, porém de longa atuação, exercendo sua atividade terapêutica exclusivamente na luz do estômago e do intestino delgado, formando uma ligação covalente com a porção serina do sítio ativo das lipases gástrica e pancreática. Portanto, a enzima sendo inativada é incapaz de hidrolisar a gordura proveniente dos alimentos, na forma de triglicérides, em ácidos graxos livres e monoglicerídeos absorvíveis. Como os triglicérides não digeridos, não são absorvidos, o déficit calórico resultante possui um efeito positivo sobre a redução do peso, não havendo necessidade de absorção sistêmica para a atividade do medicamento.

Indicado no controle de peso à longo prazo (perda de peso, manutenção do peso e prevenção da recuperação do peso perdido)

Melhora dos fatores de risco associados ao excesso de peso, dentre eles: hipercolesterolemia, diabetes mellitus não insulino dependente (do tipo 2), intolerância  à glicose, hiperinsulinemia, hipertensão e proporciona também a redução da gordura visceral.

Para tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 com sobrepeso ou obesidade (Orlistat, em conjunto com uma dieta levemente hipocalórica, promove controle glicêmico adicional quando utilizado em conjunto com agentes antidiabéticos orais e/ou insulina).

Orlistat é contra-indicado em pacientes com síndrome de má-absorção crônica, colestase e em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao Orlistat ou a qualquer um dos componentes contidos na fórmula.

Medicamentos fitoterápicos

Por sua vez os medicamentos usados a partir do extrato de plantas apresentam-se como uma opção natural para o tratamento da obesidade.

E com base no fato de que estes não atuam diretamente no sistema nervoso central a possibilidade de ocorrerem os efeitos colaterais ou contra indicações são bem menores em comparação aos alopáticos.

Porém assim como qualquer outro tipo de medicamentos os fitoterápicos, mesmo sendo uma “opção natural” para o auxílio ao tratamento para emagrecer deve ser utilizado sempre com a orientação de um profissional habilitado.

Os fitoterápicos também podem inibir o apetite e controlar a fome, mas sem agir diretamente no SNC, auxiliar na queima de carboidratos, na eliminação de gorduras ou como fonte de proteínas, melhorando o “trânsito” intestinal, reduzindo a retenção de líquidos, etc.

Em seguida selecionamos alguns exemplos de fitoterápicos que têm sido amplamente utilizados com estas finalidades:

Controlam o apetite e reduzem a fome

Clorella

Em regimes de emagrecimento, apresenta resultados bastante animadores – A Clorella contém o triptofano, um aminoácido que dá sensação de saciedade, ou seja, ao entrar em contato com o suco gástrico, a alga se expande como uma esponja e libera o triptofano, fazendo a pessoa sentir-se satisfeita bem antes de encher totalmente o estômago. Como têm proteínas, vitaminas, fibras e muitos sais minerais, elas agem como complementos nutritivos, auxiliando a suportar as restrições alimentares durante o período de dieta.

• Colágeno

O colágeno hidrolisado (ou gelatina farmacêutica) tem cerca de 20 aminoácidos. Quando chega ao estômago, o colágeno hidrolisado vira um gel que se expande e ocupa espaço, reduzindo o apetite. Como tem digestão mais lenta ele ainda retarda a fome. Além de ajudar no emagrecimento, o colágeno previne a flacidez. Ao chegar ao intestino, libera aminoácidos que favorecem o próprio organismo a produzir mais colágeno. Substância importante para formar músculos, firmar a pele e fortalecer unhas e cabelos.

Ecalyculata vell (Pholiamagra)

Esta planta de acordo com estudos e trabalhos publicados, bem como sua centenária utilização tradicional, indica possuir ação diurética; ação redutora de depósitos de celulite por ser estimulante da circulação; ação cardiotônica e ação energética. O efeito emagrecedor da Pholiamagra pode ser devido a uma atividade supressora do apetite. Ela contribui para uma maior queima de gorduras localizadas principalmente do abdômen, além de atuar também como estimulante do sistema imunológico.

Pode ser usada para evitar o depósito de gorduras na parede das artérias coronarianas diminuindo os riscos de problemas cardíacos relacionados com o sobrepeso.

Ilex paraguariensis (Pholianegra)

Em estudo clínico IN VIVO, verificou-se que a Pholianegra reduz o tempo para percepção da sensação de plenitude gástrica, melhorando a resposta sinalizadora da saciedade, resultando em perda de peso e manutenção por 12 meses.

Em outra pesquisa, investigou-se a perda de peso produzida pela administração prolongada do fitoterápico PHOLIANEGRA® em ratos, machos e fêmeas, alimentados com ração hipercalórica. Calculou-se a perda de peso por meio de um índice delta de perda de peso (DPP) e verificou-se que o fitoterápico reduziu significativamente o peso corporal dos animais com sobrepeso quando comparados com o grupo controle. (Bernardi et al, 2011).

E em uma segunda etapa os pesquisadores realizaram uma comparação com um grupo tratado com Sibutramina e verificaram que a perda de peso foi similar entre os grupos. (Bernardi et al, 2011).

Reduz o apetite através do aumento da saciedade;

Reduz o peso corporal;

• Glucomanann

É uma fibra vegetal que, em contato com água, ganha a consistência de gelatina e aumenta de oito a doze vezes o volume, ocupando boa parte do estômago. Também envolve as partículas dos alimentos ingeridos, formando um tipo de revestimento que prolonga a digestão, fazendo a fome demorar mais para dar sinal.

Queimam carboidrato e reduzem a vontade de comer doce

Citrus aurantium (Laranja amarga)

Aumenta o metabolismo, promove queima de calorias e redução dos estoques de gordura estimula a liberação de adrenalina, tem propriedade digestiva e promove a absorção dos nutrientes.

• Faseolamina

Extraída do feijão branco, carrega uma enzima que impede parcialmente a digestão e absorção do carboidrato. O resultado é a redução do nível de açúcar no sangue, o que faz o apetite ficar menor.

Garcínia cambogia

É um fruto natural da Tailândia e da Índia que diminui o apetite e a vontade incontrolável por doces, equilibra a produção de gorduras como o colesterol e os níveis de açúcar no fígado. É objeto de vários estudos atualmente.

• Gymnema

Reduz a vontade de comer doce porque tem o poder de retardar a absorção do açúcar no sangue. A Gymnema ainda carrega uma substância, o ácido gimnênico, que acelera o metabolismo, favorecendo a queima de gordura corporal.

Reduz a absorção ou aumenta a queima de gordura

• Caseolamina

Extraído de um fruto, o Cassia nomame, tem cinco substâncias antioxidantes com a capacidade de inibir uma enzima, a lipase, responsável pela quebra das moléculas de gordura. E, sem ela, a gordura não é digerida e deixa de ser absorvida.

Reduz a pressão sanguínea, os níveis de colesterol sérico, de ácido úrico e a glicemia.

Coleus foskolli

Acelera o metabolismo provocando a queima de gorduras e aumenta o AMP cíclico que em doenças como asma, doenças cardiovasculares, eczemas, psoríase, hipertensão, angina e obesidade encontra-se diminuído.

A forskolina estimula as enzimas digestivas e melhora a absorção dos nutrientes no intestino delgado. Estudos recentes mostram também uma estimulação da função tireoidiana, um aumento do metabolismo basal, um aumento significativo da lipólise e até mesmo uma redução da síntese de tecido adiposo. Por esta razão, a forskolina tornou-se um dos “queimadores de gorduras” mais utilizados.

• Chitosan (Quitosana)

 É um aglutinador natural de gordura. Fornece 100% de fibras derivadas de crustáceos (siri/caranguejo) que atraem e aglutinam as gorduras dos alimentos que você ingere, antes que sejam absorvidas pelo sistema digestivo.

As fibras especiais do Chitosan têm a capacidade de atrair e aglutinar em média 4 a 5 vezes o seu peso em gordura. Uma vez que a gordura é aglutinada, o corpo não pode mais usá-la, e ela é eliminada através das fezes. As fibras de Chitosan, ao contrário de fibras vegetais, não possuem valor calórico e não são assimiláveis pelo organismo. O Chitosan também auxilia na diminuição do colesterol.

Outros

• Alcachofra

Diurética, depurativa, reduz o colesterol e a taxa de uréia, colerética (provoca a hiper-secreção biliar), colagoga (promove a segregação da bile), laxativa, tratamento da obesidade e hipoglicemiante.

É contra-indicado para pacientes com obstrução das vias biliares, hepatite e durante a amamentação (por diminuir a secreção de leite).

• Cascara Sagrada

Tratamento de constipação intestinal, pois atua como laxante de efeito suave sendo utilizado também no tratamento da obesidade.

É contra indicado durante a amamentação, pois é excretado no leite materno.

• Chá branco ou verde

Possui ação diurética, seu corpo resistirá mais às doenças. Faz com que o organismo diminua a produção de Leptina que é o hormônio que desperta o apetite.


• Óleo de Cartamo

Estudos indicaram que esse óleo contém substâncias que atuam obrigando o organismo a usar a gordura acumulada como combustível contribuindo para uma maior eliminação de gordura, isso acontece porque seus nutrientes conseguem inibir a ação de uma enzima específica (LPL- Lípase Lipoproteica).

          A enzima LPL tem como função transferir a gordura presente na corrente sanguínea para o interior das células adiposas, responsáveis por armazenar a gordura corporal e que compõem o tecido adiposo do corpo humano.

Quanto maior e mais intensa a atividade desta enzima maior quantidade de gordura é armazenada dentro das células adiposas e, como conseqüência, a pessoa engorda, sendo assim os nutrientes do óleo de Cártamo, tem a capacidade de bloquear da ação da LPL, o que obriga o organismo a utilizar o estoque de gordura já existente como fonte de energia gerando a chamada lipólise, que é a queima de gordura.

Antioxidante e inibidor da enzima LPL.

É indicado para esportistas, e como suplementação auxiliar em tratamentos para redução de gorduras e emagrecimento, destinam-se a mobilizar gorduras de espaços inter e intra musculares e dérmicos, acelerando a perda de peso e à definição da musculatura.

• Óleo de coco

Substituto do óleo de soja, o óleo de coco extra virgem, ganhou o primeiro estudo brasileiro concluído em 2009 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ficou comprovado o aumento do HDL, o bom colesterol, derrubando o mito de que a gordura saturada do óleo de coco é prejudicial à boa saúde, de vilão, o óleo de coco passou a herói.

O coco pode ser considerado um alimento funcional, pois é rico em proteínas, carboidratos, óleos e minerais e vários componentes benéficos à saúde, classificados como nutracêuticos, como os ácidos láurico, mirístico e palmítico. Cerca de 50% da gordura do coco é composta pelo ácido láurico, o seu principal ácido graxo, de cadeia média, que no corpo humano se transforma em monolaurina, um monoglicerídeo de ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária, usado pelo organismo para destruir a capa lipídica de vários microorganismos.

Usado para:

• Auxiliar na redução nos níveis de Lipoproteína A. Níveis elevados constituem risco de infarto.

• Auxiliar no aumento dos níveis de energia e redução de gordura abdominal.

• Auxiliar na redução os níveis de colesterol e de triglicerídeos.

• Pode auxiliar na prevenção da obesidade.

• Pode aumentar a capacidade antioxidante geral do organismo.

• Pode auxiliar na redução do envelhecimento cutâneo.


Conclusão

É importante reiterarmos que não existe uma fórmula mágica, milagrosa ou única, para o tratamento da obesidade.

Na maioria dos casos só consegue um bom resultado na perda de peso, quem aprende a controlar melhor seus hábitos alimentares e incorporar mudanças na sua rotina de vida, o que realmente pode ser obtido de uma maneira natural, além de seguir fielmente as orientações dos profissionais habilitados.



Fontes:

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

FETROW, C, AVILA, J. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional, 2000, Ed. Guanabara, pág. 72 -76, Rio de Janeiro/RJ.

Passos, W. V. Obesidade – Visão da Nutricionista. Disponível emwww.portaldeginecologia.com.br/modules.php%3Fname%3DNews%26file%3Darticle%26sid%3D82+obesidade+conceito&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br. Acesso em 27-06-09.

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

LEMNIS FARMÁCIA • Av. Carandaí, 58 - Santa Efigênia • (31) 3245-0560. » Entrar
Belo Horizonte, MG - Brasil. Farmacêutica Responsável: Eliane Maria Silva Azevedo CRF 9258
DoDesign-s Design & Marketing