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29.10.14

Enzimas digestivas no auxílio ao tratamento da má digestão

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Introdução

A digestão dos alimentos ocorre através de um tipo de reação denominada hidrólise, que consiste na quebra de determinadas substâncias com a participação de moléculas de água. Estas reações de hidrólise são catalisadas por enzimas, genericamente denominadas enzimas hidrolíticas.

As enzimas digestivas são catalisadores biológicos liberados no interior dos órgãos do sistema digestivo e que promovem reações químicas que reduzem a moléculas menores os compostos orgânicos presentes nos alimentos, permitindo que eles sejam absorvidos e utilizados pelo organismo.

As enzimas digestivas recebem denominações de acordo com o substrato sobre o qual atuam, sejam eles carboidratos, lipídeos ou proteína:

  • Protease (digerem proteínas)
  • Carboidrase (digerem carboidratos)
  • Lipase (digerem lipídios)
  • Nuclease (digerem ácidos nucleicos)
  • Maltase (digerem maltose)
  • Amilase (digerem polissacarídeos – amido)

Enzimas digestivas

Enzimas digestivas II

Amilase

Mecanismo de ação

As enzimas são moléculas de proteína muito grandes e complexas que agem como catalisadoras em reações bioquímicas. As amilases são enzimas que catalisam a hidrólise de ligações ?-1-4 glicosídicas de polissacarídeos, como glicogênio, amido ou seus produtos de degradação. Sobre o amido, atuam liberando diversos produtos, incluindo dextrinas e progressivamente pequenos polímeros compostos de unidades de glicose. Produzida na saliva e no pâncreas, a amilase também é produzida por diversos fungos, bactérias e vegetais. As amilases são divididas em dois grupos: as endoamilases e exoamilases. As endoamilases catalisam hidrólises de forma aleatória no interior da molécula do amido. As exoamilases hidrolisam exclusivamente ligações glicosídicas ?-1, 4, como a ?-amilase ou ambas as ligações ?-1,4 e ?-1, 6, como amiloglicosidase e glicosidase.

A Amilase, como todas as outras enzimas, funciona como um catalisador, ou seja, não é alterada pela reação, mas a torna mais fácil, reduzindo a quantidade de energia necessária para que ocorra. A Amilase digere os amidos catalisando a hidrólise, que é a quebra feita pela adição de uma molécula de água. Desta maneira, o amido mais a água se formam em maltose (que é o equivalente a duas moléculas de glicose unidas). Outras enzimas então fracionam a maltose em glicose, que é absorvida pelas paredes do intestino delgado, e depois de ser levada para o fígado é usada como energia.

Além de catalisar a quebra de moléculas de amido, a Alfa-Amilase Fúngica é uma multienzima capaz de fazer mais de 30 funções enzimáticas, entre elas a quebra de moléculas de gordura e proteína. Também é capaz de converter uma quantidade de amido em maltose 450 vezes maior que seu próprio peso. A ?-Amilase catalisa a hidrólise de gorduras, transformando-as em glicerol e ácidos graxos, as proteínas em proteoses e derivados do amido em dextrina e açúcares mais simples. Possui pH de atividade próximo de 7,0.

Indicações: A ?-Amilase acelera e facilita a digestão do amido, das gorduras e proteínas. Desta forma, pode aumentar a utilização dos alimentos pelo corpo, e ser usada no tratamento da deficiência de secreção do suco pancreático e nas inflamações crônicas do pâncreas, entre outros benefícios.

 

Posologia: a dose varia de 8.000Unid a 74.700Unidades.

 

Contra-Indicações: não deve ser administrado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a enzima fúngica.

 

Reações Adversas: possibilidade de reações alérgicas em indivíduos com hipersensibilidade a enzima fúngica.

Lipase

Mecanismo de ação

As Lipases podem ser de origem vegetal, porcina ou microbiana, sendo que esta última apresenta vantagem significativa. Estudos demonstram que a Lipase microbiana obtida pelo fungo Rhizopus orycae possui uma especificidade similar a Lipase pancreática. Útil quando ocorre deficiência de sua produção no pâncreas, a Lipase é uma enzima cuja suplementação pode ser benéfica nos casos de indigestão, doença celíaca, fibrose cística e doença de Crohn. A Lipase é responsável pela quebra e absorção de gorduras nos intestinos.

Enzima necessária para a absorção e digestão de nutrientes nos intestinos, responsável pela quebra dos lipídeos, principalmente triglicérides, a Lipase permite ao corpo absorver alimentos mais facilmente, mantendo nutrientes em níveis adequados. No corpo humano, a Lipase é produzida principalmente no pâncreas, mas também é secretada pela boca e pelo estômago. A maior parte das pessoas produz quantidades suficientes de Lipase pancreática. O uso de suplemento de Lipase pode ser desejável nos casos de indigestão crônica.

Num estudo que envolveu 18 pessoas, suplementos contendo Lipase e outras enzimas pancreáticas demonstraram a capacidade de reduzir timpanismo do estômago ou ceco (bloating), gases e sensação de desconforto após refeição rica em gorduras. Como alguns desses sintomas são associados à síndrome de intestino irritável, algumas pessoas com esta condição podem experimentar melhoras com o uso de enzimas pancreáticas.

Estudos sugerem que a Lipase pode ser útil nos casos de doença celíaca, uma condição na qual o glúten proveniente da alimentação causa danos ao trato intestinal. Os sintomas incluem dor abdominal, perda de peso e fadiga. Num estudo com 40 crianças com doença celíaca, aquelas que receberam terapia de enzimas pancreáticas (incluindo a Lipase) demonstraram ligeira ganho de peso, se comparados ao grupo que recebeu placebo. Pessoas com insuficiência pancreática e fibrose cística freqüentemente necessitam de suplementos de Lipase e outras enzimas. Pessoas com doença celíaca, doença de Crohn e que sofrem de indigestão podem ser deficientes de enzimas pancreáticas, incluindo a Lipase.

 

Indicações: Nos casos de deficiência em enzimas pancreáticas, indigestão, fibrose cística e doença celíaca, doença de Crohn.

 

Posologia: 100 a 300mg.

 

Contra-Indicações: não há referência nas fontes consultadas.

 

Reações Adversas: não há relatos de efeitos adversos com o uso da dosagem sugerida acima.

 

Precauções: a Lipase não deve ser tomada concomitantemente a Cloridrato de Betaína ou ácido clorídrico, o que poderia destruir a enzima.

 

Interações: conversar com o médico se o paciente estiver tomando Orlistat, pois este interfere na atividade dos suplementos de Lipase, bloqueando sua capacidade de quebrar gorduras.

Protease

Mecanismo de ação

É uma enzima secretada pelo pâncreas que participa na degradação das proteínas, resultantes da ação da pepsina gástrica. A protease é secretada na forma de pró-enzima e é ativada pelo suco intestinal. É administrada junto com outras pró-enzimas pancreáticas amilase e lipase quando existe diminuição das secreções pancreáticas.

Proteases (proteinases, peptidases ou enzimas proteolíticas) são enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas. O processo é chamado de clivagem proteolítica, um mecanismo comum de ativação ou inativação de enzimas, envolvido principalmente na digestão e na coagulação sanguínea.

Proteases ocorrem naturalmente em todos os organismos e correspondem a 1-5% de seus conteúdos genéticos. Essas enzimas estão envolvidas numa grande variedade de reações metabólicas, da simples digestão de proteínas do alimento a cascatas altamente reguladas (coagulação, o sistema complementar, as vias de apoptose e a cascata ativadora da profenoloxidase nos invertebrados).

Proteases são encontradas em vários microrganismos, como vírus, bactérias, protozoários, leveduras e fungos. A impossibilidade das proteases de plantas e animais atenderem a demanda mundial de enzimas tem levado a um interesse cada vez maior pelas proteases de origem microbiana. Os microrganismos representam uma excelente fonte de proteases devido a sua grande diversidade bioquímica e facilidade de manipulação genética. Numerosas proteinases são produzidas por microrganismos distintos, dependendo da espécie, ou mesmo por diferentes cepas de uma mesma espécie. Proteinases diferentes também podem ser produzidas pela mesma cepa, variando as condições de cultura.

 

Indicações: insuficiências digestivas; suplementação em pacientes portadores de fibrose cística com insuficiência pancreática e/ou esteatorréia.

 

Posologia: a dose varia de 600 Unidades a 62.500 Unidades.

 

Contra-indicações: Não deve ser administrado em pacientes com conhecida hipersensibilidade a enzima bacteriana.

 

Efeitos adversos: possibilidade de reações alérgicas em indivíduos com hipersensibilidade a enzima bacteriana.

Sugestão de formulação

Lipase ……………. 4000 Unidades

Protease ……….. 25.000 Unidades

Amilase …………. 20.000 Unidades

Tomar 1 a 2 cápsulas durante cada refeição.

 

Bibliografia

http://www.embrafarma.com.br/novo/modules/pdf/3c59dc048e8850243be8079a5c74d079.pdf

http://www.embrafarma.com.br/novo/modules/pdf/71a3cb155f8dc89bf3d036528821996.pdf

http://www.embrafarma.com.br/novo/modules/pdf/1ff1de774005f8da13f42943881c655f.pdf

 

 

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

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