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24.02.15

Extrato de Romã (Pomegranate): Um potente anti oxidante

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Introdução

Nome científico: Punica granatum L.

Família: Punicaceae

Parte Utilizada: Casca

Nome Popular:Romã

Sendo um fruto mencionado frequentemente na Bíblia que se diz ter sido originado no Jardim do Éden, a romã foi uma característica da decoração do templo do rei Salomão. É um fruto vulgar no Mediterrâneo Oriental e Médio Oriente, onde é tomado como aperitivo, sobremesa ou é transformado numa bebida alcoólica.

Nativa do Oeste da Ásia, mas aclimatada às restantes regiões desse continente, nas Américas e Leste da África, é uma árvore perene de folhas ovadas e flores chamativas de cor vermelha com pétalas cerosas, que aparecem no verão.

O Fruto é coberto por uma casca coreácea de cor castanho brilhante e contém suco carmesim em bolsas individuais, contendo cada uma grande semente.

O pericarpo e o líquido das sementes encerram propriedades adstringentes. A casca contém grande quantidade de tanino, grenadine, punicina e ácido gálico.

Romã (Pomegranate)

Estudos

Pesquisas científicas têm comprovado a eficácia farmacológica de muitas das indicações populares do Pomegranate. Já se sabe que o consumo da fruta leva ao acúmulo de elagitaninos e punicalaginas no intestino grosso, onde ditas substâncias interagem com a microbiota intestinal e inibem o crescimento de microrganismos patogênicos, especificamente clostrídios e Staphylococcus aureus. O extrato da casca da fruta também demonstrou eficácia in vitro contra a salmonelose, tendo reduzido significativamente a mortalidade de camundongos infectados e tratados com o extrato, assim como diminuiu o número de Salmonella typhimurium viáveis nas suas fezes. Sinais clínicos e danos histológicos conseqüentes da infecção foram raramente observados no grupo infectado tratado, em contraste com os animais infectados não tratados que apresentaram letargia e danos hepáticos e esplênicos (Choi, 2009). A fração tanínica do Pomegranate – composta por punicalaginas, punicalinas, ácido elágico e seus glicosídeos – ainda foi capaz de inibir o crescimento in vitro de cepas de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina.

Tem sido sugerido que o Pomegranate também contém componentes que podem beneficiar a saúde da boca. Li et al relatou o poder inibitório in vitro de um extrato da flor do Pomegranate sobre uma enzima bacteriana digestiva da sucrose que é considerado o fator responsável por despertar problemas orais, como a gengivite. Em outros dois estudos, a lavagem bucal aguda com diferentes extratos de Pomegranate removeu placas bacterianas dos dentes de voluntários de ambos os sexos entre 9 e 25 anos. De acordo com a equipe de DiSilvestro, parece que o estresse oxidativo que prejudica as gengivas e potencializa a gengivite é eficazmente combatido pelos flavonóides do Pomegranate, que varrem os radicais livres e induzem enzimas antioxidantes endógenas. Os mesmos flavonóides também exercem efeito antiinflamatório e antibacteriano in vitro contra cepas importantes no processo da gengivite; ambos os mecanismos são relevantes, uma vez que a inflamação é um aspecto básico de muitos problemas orais.

As antocianinas e os taninos hidrolisáveis do Pomegranate têm produzido resultados antioxidantes e antitumorais igualmente animadores em pesquisas com pele humana. Um dos mais interessantes é o estudo de Afaq et al que trataram pele humana reconstituída com extrato, suco e óleo derivados do Pomegranate e avaliaram o potencial protetor de cada fração contra os danos causados pelo UVB. Todas as aplicações inibiram lesões moleculares que normalmente se formam no material genético pela exposição aos ditos raios: dímeros de ciclobutano pirimidina,  8-dihidro-2’-deoxiguanosina, oxidação de proteínas e  expressão da proteína antigênica nuclear de proliferação celular. A equipe de Afaq encontrou um efeito inibitório adicional das enzimas colagenase, gelatinase, elastase, dentre outras metaloproteinases, sugerindo forte potencial foto quimio-preventivo de diferentes frações do Pomegranate pela via tópica.

Outra pesquisa realizada com fibroblastos sugere o efeito do Pomegranate não somente contra os raios UVB, mas também contra UVA. Os autores deste estudo acreditam que essa ampla proteção possivelmente se dê pela redução na ativação do fator pró-inflamatório NF-kappaB, pela redução da caspase-3 pró-apoptótica e pelo aumento da fase G0/G1 associada com o reparo de DNA.

De modo curioso, os resultados obtidos por Rout et al ainda sugerem fortemente o Pomegranate como clareador cutâneo.

Numerosos estudos sustentam o potencial promissor do Pomegranate como agente adjuvante em outros tratamentos, ênfase especial dada ao tratamento/prevenção de cânceres (particularmente dos intestinos) e desordens do sistema imunológico e cardiovascular. Um estudo sugere o Pomegranate até mesmo como adjuvante nos tratamentos emagrecedores.

Indicações

Antirradicais livres

Hipercromias melanodérmicas

Prevenção de câncer

Doenças cardiovasculares

Contra indicações

Pacientes que tenham sensibilidade ao Pomegranate. Não há estudos de segurança para mulheres grávidas e lactantes.

Posologia

250 mg a 500 mg/dia

Bibliografia

Informativo Dermage

Informativo Fagron

www.embrafarma.com.br

 

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

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