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26.05.09

Fitoterapia – Aloe Vera L. – Babosa: laxativo, antiinflamatório, emoliente, hidratante, cicatrizante.

por

Nome botânico:

Aloe vera L., Aloe barbadensis M., Aloe vulgaris L.

 

Sinonímia:

Aloe-do-cabo, aloe officinalis, aloe socotrina, babosa, caraguatá, caraguatá-de-jardim, erva-babosa.

 

Família:

Liliaceae.

 

Parte utilizada:

Parênquima das folhas.

 

Histórico e curiosidades:

Seu nome provém do hebraico halal ou do arábico Alloeh, que significa substância amarga, brilhante; vera vem do latim, significando verdadeira. Um dos ingredientes secretos da beleza de Cleópatra, a babosa ainda hoje continua entre os eleitos das empresas de cosméticos para os cremes faciais, para a mãos, loções bronzeadoras e xampus. 

 

Ecologia:

Planta perene, suculenta, pode atingir até 1m de altura, possui folhas densas, lanceoladas, reunidas pela base, formando uma roseta, com espinhos nas margens e ricas em mucilagem, suas flores são tubuladas, dispostas em racimos terminais de cor amarelo-esverdeada. Desenvolve-se bem em locais ensolarados e secos, alem de solos arenosos. Provavelmente nativa da África, há muito estabelecida no litoral dos mares Mediterrâneo e Vermelho. É cultivada principalmente em regiões tropicais e subtropicais secas.

 

Constituintes:

Derivados antracênicos tendo como elemento principal a aloína (barbaloína ou aloemodineantrona glicosídeo), presente entre 5-25%, além de emodina e aloinose. Ácido crisofânico (0,05-0,5%) que não é encontrado em outras espécies de aloe. Contêm ainda enzimas, aminoácidos, vitaminas: B, C e E, sais minerais: Ca, K, Na, Cl, Mn, Al.

 

Ações:

Laxativo, vermífugo, emenagogo (provoca menstruação), colerético (aumenta secreção de bile), estomáquico (favorece digestão gástrica), vulnerário (cura feridas), abortivo. Externamente é usado como umectante, emoliente, antiinflamatório, refrescante, calmante, regenerador de tecidos, diminuição da alopecia devido a fortalecimento do bulbo capilar, cicatrizante em pequenas queimaduras.

 

Propriedades farmacológicas:

As formas oxidadas (antraquinonas) são menos ativas do que as formas reduzidas (antronas e antronóis) sendo que os derivados antracênicos são laxantes de contato que agem no cólon, excluindo completamente a possibilidade de haver um efeito central. A aloína é clivada pelas bactérias intestinais e produz um metabólito que irrita o intestino grosso e aumenta a motilidade, a propulsão e o tempo de trânsito colônicos. As antraquinonas agem essencialmente sobre as células da mucosa intestinal, que dentro das condições fisiológicas normais, reabsorve uma grande parte de água do conteúdo do cólon. Sob influência de derivados antraquinônicos, os enterócitos secretam uma grande quantidade de água e eletrólitos. Paralelamente a absorção de Na e glicose é fortemente reduzida. Usada externamente, a babosa atua como hidratante para queimaduras e outras feridas, reduzindo a inflamação. Acredita-se que a cicatrização das feridas derive do aumento do fluxo sanguíneo para a área lesionada. O efeito antipruriginoso da babosa pode resultar do bloqueio da conversão da histidina em histamina.

 

Precauções e contra-indicações:

É contra-indicado seu uso interno durante a gravidez por estimular as contrações uterinas e durante o aleitamento por passar ao leite e podendo causar efeito laxante na criança. Deve ser evitado o uso durante a menstruação e em casos de varizes, hemorróidas, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites, cistites e disenterias. 

 

Reações adversas:

Uso prolongado provoca hipocalemia, diminui sensibilidade do intestino, necessitando aumento gradativo da dose, ocasionando surgimento de hemorróidas, espasmos intestinais dolorosos, diarréia hemorrágica grave, lesão renal, pode causar irritação ocular.

 

Utilização:

Extrato seco: 100-300mg por dia.

Tintura: 1-2mL, 15 minutos antes das refeições, com estomáquico.

Uso externo: gel mucilaginoso fresco diretamente aplicado sobre pequenas queimaduras, queimaduras solares, cortes, ulcerações, pelo frio, irritação da pele e escoriações. Em xampus, condicionador para cabelo, cremes, pomadas, sabonete, protetor solar, dentre outras.

 

Fontes:

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

 

FETROW, C, AVILA, J. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional, 2000, Ed. Guanabara, pág. 72 -76, Rio de Janeiro/RJ.

 

AZEVEDO, Raquel S.. Medicina Alternativa: A utilização da Aloe vera como coadjuvante no tratamento oncológico. Disponível em: http://www.epsjv. fiocruz.br/ beb/Monografias2005/raquelazevedo.pdf.

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