Lemnis » Antroposofia, Homeopatia e Farmácia de Manipulação

10.08.09

Fitoterapia – Centella asiatica: vasodilatador, anti-celulítico e normalizador da circulação.

por

Nome Botânico:

Centella asiatica L.

 

Sinonímia:

Cairassu, coayrassú, codagem, pata-de-cavalo, pé-de-cavalo, pata-de-burro,  pata-de-mula, cetelha asiática.

 

Família:

Umbelliferae

 

Parte utilizada:

Parte aérea.

 

Histórico e curiosidades:

A utilização da Centella se dá há mais de 3.000 anos pelos habitantes da Índia, África e das ilhas do Oceano Índico no tratamento de lesões cutâneas. A composição quimica da Centella foi descoberta em 1941, pelo bioquímico francês, Jules Lépine. Foi descoberta a presença de um alcaloíde que pode rejuvenescer o cerébro, os nervos e as glândulas endócrinas. Conhecida pelos chineses como fo-ti-tieng, é similar ao Ginseng e constitui um dos raros estimulantes sem efeitos cumulativos prejudiciais.

 

Ecologia:

 A Centella asiatica é uma espécie que cresce em lugares sombreados e úmidos, é encontrada no leste europeu e também em países da América do Sul, como Brasil e Venezuela.

 

Constituintes:

Alcalóides, saponinas, óleos essenciais, flavonóides, cânfora, cineol, açúcares, sais minerais, aminoácidos, ácidos graxos, resinas.

Fração triterpênica: Ácido asiático (30%), Ácido madecássico (30%),

Ásiaticosídeo (40%).

 

 Ações:

A centella atua normalizando a produção de colágeno, promovendo o restabelecimento da trama colágena, ajudando no tratamento de celulite. Reduz a fragilidade dos vasos capilares e estimula a circulação venosa. Pode também ser utilizada no tratmento de eczemas, úlceras varicosas, hematomas e rachaduras da pele.

 

Propriedades Farmacológicas:

Os constituintes da fração triterpênica da centella atuam normalizando a produção de colágeno ao nível dos fibroblastos, promovendo o reestabelecimento de uma trama normal e flexível e consequente “desencarceramento” das células adiposas, permitindo a liberação de gordura localizada graças a possibilidade de penetração das enzimas lipolíticas. Proporciona portanto, a normalização das trocas metabólicas entre a corrente sanguínea e as células do tecido adiposo. Esta função é ainda auxiliada pela melhora da circulação venosa de retorno, que combate os processos degenerativos do tecido venoso. Também controla a fixação da Prolina e Alanina, elementos fundamentais na formação do colágeno. Sua ação sobre os edemas de origem venosa orientam o tratamento das celulites localizadas. Favorece o processo de cicatrização e age sobre os fibroses de várias origens.

Apresenta certa ação antiinflamatória. O asiaticosídeo tem ação antibiótica e age como  cicatrizante de feridas na pele.

 

Precauções e contra indicações

Individuos hipersensíveis a planta.

 

Reações adversas

Não foram observados.

 

Utilização:

Pó: 0,25 a 1g/dia, após as refeições;

Extrato seco: 50 a 200 mg/dia;

Extrato fluído: 0,25 a 1,0 mL/dia;

Geís, cremes e loções suavizantes: extrato glicólico 2-5%;

Cremes reparadores e restauradores: extrato glicólico 3-6%;

Cremes após sol: extrato glicólico 1-5%;

 

Fontes:

 

Centella asiatica.  Disponível em: < http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Centella_asiatica.htm> Acesso em : 29-07-2009.

 

Centella asiatica. Informativo Opção Fênix. Disponível em: http://www.opcaofenix.com.br/acesso/literaturas/Centella.pdf Acesso em 29-07-2009.

 

 

 

FETROW, C, AVILA, J. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional, 2000, Ed. Guanabara, pág. 72 -76, Rio de Janeiro/RJ.

 

 

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

LEMNIS FARMÁCIA • Av. Carandaí, 58 - Santa Efigênia • (31) 3245-0560. » Entrar
Belo Horizonte, MG - Brasil. Farmacêutica Responsável: Eliane Maria Silva Azevedo CRF 9258
DoDesign-s Design & Marketing