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17.11.09

Fitoterapia – Ginseng Coreano: afrodisíaco, estimulante e combate o envelhecimento.

por

Nome Botânico:

Panax ginseng C. A. Meyer

 

Sinonímia:

Ginsen

 

Família:

Araliaceae

 

Parte utilizada:

Raiz

 

Histórico e curiosidades:

Em dez anos a raiz desta planta pode atingir até 1 m de comprimento. As raízes secundárias lembram as formas às pernas de uma figura humana e a base do caule a cabeça. Deve-se a esta semelhança o nome de Ginseng = homem-raiz, e possivelmente também a reputação de curar a impotência. Seja sua eficácia relacionada a composição química ou ao seu simbolismo, mas o fato é que ela é utilizada a milênios por chineses e japoneses.

É também conhecida como “erva milagrosa”, “raiz que cura todos os males” ou ainda “raiz da vida eterna”, por ter propriedades de retardar o envelhecimento.

Talvez seja a única erva medicinal que se adapte integralmente a filosofia oriental que trata o universo como um todo.

 

Ecologia:

O Ginseng tem como seu habitat natural à China, Coréia, Japão e Nepal, embora hoje também seja cultivada na Rússia.

 

Constituintes:

Saponinas, Vitaminas (B, B2, B12, e C), glicosídeos denominados ginosídeos, Sesquiterpenos, Aminoácidos, Àcido fólico, Àcido nicotínico, Àcidos graxos, Enzimas como a amilase e a Colina, Esteróides (semelhantes aos hormônios sexuais) e Sais minerais como: Ferro, Cobalto, Cobre, Cálcio, Magnésio e Manganês.

 

Ações:

Afrodisíaco;

Analgésico leve, cicatrizante e regeneradora celular.

Estimulante do sistema nervoso central;

Revitalizante físico e psíquico;

Tônico pulmonar e cardíaco;

Impede a formação de radicais livres e combate o envelhecimento;

 

Propriedades Farmacológicas:

Atua como estimulante do sistema nervoso central, regularizando ou aumentando as funções cerebrais, dependendo do estado orgânico de cada indivíduo.

Tem  ação protetora contra agentes físicos e biológicos, desempenhando atividade imunitária.

Tem a capacidade de aumentar a taxa de hemoglobina e o número de glóbulos vermelhos no sangue.

É reconhecido como planta adaptógena, aumentando a resistência orgânica ao estresse.

Ampliam o fornecimento de energia durante o exercício prolongado, por aumentarem a capacidade do músculo esquelético em oxidar ácidos graxos.

 

Precauções e contra indicações

Não  é indicado em casos de hipertensão aguda, gravidez e doenças agudas.

Não foram relatados efeitos colaterais quando utilizado em doses terapêuticas.

Quando utilizado em altas doses, acima de 8g por dia, pode ocorrer nervosismo, hipertensão, erupções da pele, insônia e diarréia.

Evitar o uso concomitante de café, chá ou outra substância estimulante.

Hipertensos agudos devem tomar precauções devido ao fato do Ginseng ativar as funções orgânicas.

As reações adversas mais comumente encontradas para o uso do ginseng são: dor de cabeça, desordens do sono e gastrintestinais, manifestações alérgicas, hipertensão arterial, nervosismo, irritabilidade, hiperestrogenismo, síndrome de Stevens-Johnson e ação hipoglicemiante. Recentemente foi descrito um caso de reação alérgica sistêmica após o uso do Ginseng.

Em relação às interações medicamentosas, há relatos que o Ginseng, quando ingerido, era bem tolerado, embora, pudesse interagir com outros fármacos, tais como: Varfarina, Fenelzina (inibidor da MAO) e com a Nifedipina (bloqueador dos canais de cálcio).

A ingestão de álcool com o ginseng provoca um decréscimo da concentração plasmática de álcool em 32,5%.

 

Utilização:

Raizes dessecadas e trituradas até pó: 5 a 10g/dia

Decocto: 2,5 em 100 mL de água.

Extrato seco: 200 a 400 mg/dia.

 

Fontes:

 

ALEXANDRE, Rodrigo F.; BAGATINI, Fabíola; SIMOES, Cláudia M. O.. Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng. Rev. bras. farmacogn.,  João Pessoa,  v. 18,  n. 1, Mar.  2008 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000100021&lng=en&nrm=iso>. access on  09  Nov.  2009.  doi: 10.1590/S0102-695X2008000100021.

 

AURICCHIO, Mariangela Tirico; BATISTIC-LONGATTO, Mônica Arcon; NICOLETTI, Maria Aparecida. Análise comparativa de embalagens secundárias e bulas de medicamentos contendo Panax ginseng C. A. Meyer. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro,  v. 23,  n. 10, Oct.  2007 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007001000005&lng=en&nrm=iso>. access on  17  Nov.  2009.  doi: 10.1590/S0102-311X2007001000005.

 

Carvalho, José Carlos Tavares; Almança, Carlos Cesar Jorden Formulário de prescrição Fitoterápica, São Paulo: Atheneu, 2003.

 

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

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