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2.03.09

Fitoterapia – Alcachofra: Protege o fígado e reduz colesterol e glicose naturalmente

por

Nome Botânico:

Cynara scolymus L.

 

Sinonímia:

Alcachofra hortense                       

 

Família:

Asteraceae

 

Parte utilizada:

Folha

 

Histórico e curiosidades:

A Alcachofra não é só uma planta alimentícia indicada para os diabéticos, mas também um importante erva medicinal que recebeu dos médicos árabes medievais o nome de al-kharsaf. O nome genérico de Cynara vem do latim canina, que se refere a semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro. Para finalidades terapêuticas as folhas devem ser colhidas antes da floração.

 

Ecologia:

Introduzida no Brasil, esta planta exótica se adapta bem em qualquer tipo de solo e condição climática.

 

Constituintes:

Cinarina, sais minerais, ácido clorogênico, ácido cafeico, mucilagem pectina, tanino, ácidos orgânicos: málico glicérico e glicólico, glicosídeo A e glicosídeo B (colerético), componentes flavônicos glicosídeos, cinaropicrina (constituinte amargo) enzimas e vitaminas.

 

Ações:

Colagoga, colerética (estimula a secreção da bile e a sua produção hepática), depurativa, diurética, laxativa, hipoglicemiante, reduz a taxa de colesterol e uréia sanguínea.

 

Propriedades Farmacológicas:

A cinarina é a principal responsável pela atividade colagoga e colerética, aumentando a secreção biliar.

O aumento da eficiência metabólica do fígado se deve aos compostos polifenóicos, enquanto que a cinarina abaixa significativamente a taxa de colesterol através de uma estimulação metabólica enzimática, além de possuir propriedades anti-hepatotóxicas. Portanto, a alcachofra é usada para casos de hiperlipidemia e ateromatose no interior dos tecidos adipóides.

A ação protetora e regeneradora das células hepáticas (hepatócitos) é obtida pelos flavonóides e glialcooliterpênicos que estimulam a síntese enzimática básica do metabolismo hepático.

Na uremia (uréia sanguínea), a cinarina melhora a excreção da amônia através de um aumento da produção de ácido úrico pelo epitélio renal.

A ação diurética auxilia a eliminação de uréia e de substâncias tóxicas decorrentes do metabolismo celular, conferindo assim à alcachofra a ação depurativa.

O amargor da cinaropicrina aumenta a secreção gástrica e sua acidez.

A alcachofra não dissolve os cálculos biliares, mas diminui as cólicas, exercendo um efeito preventivo em pessoas predispostas a desenvolverem litíase.

A oxidase (enzima hidrossolúvel) é provavelmente a responsável pela ação redutora da taxa de glicose sanguínea (hipoglicemiante) da alcachofra.

 

Contra indicações

Gestantes e Lactentes;

Pacientes com obstrução das vias biliares;

Pacientes com hepatite;

 

Reações adversas

Não encontrados na literatura, desde que administrados na dose correta.

 

Precauções:

Descontinuar o uso em casos de hipersensibilidade.

 

Utilização:

Cápsulas de Alcachofra (extrato seco) 100 a 150 mg por dose. Tomar 3 vezes ao dia após as principais refeições (300 a 450 mg/dia). Para hiperlipidemia utilizar 1 a 2 g/dia.

Tintura: 5 a 25 mL ao dia.

Decocto das folhas: 10 g/litro. Tomar 1 xícara após as refeições.

 

 

Fontes:

Almança, C. C. J.; Carvalho, J. C. T. Formulário de prescrição fitoterápica. São Paulo: Atheneu, 2003.

 

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

 

NOLDIN, Vânia Floriani et al . Composição química e atividades biológicas das folhas de Cynara scolymus L. (alcachofra) cultivada no Brasil. Quím. Nova,  São Paulo,  v. 26,  n. 3, May  2003.   Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422003000300008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 02  Mar.  2009. doi: 10.1590/S0100-40422003000300008.

 

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