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12.05.09

Fitoterapia – Alho: expectorante, anti-séptico, antiinflamatório.

por

Nome botânico:

Allium sativum L.

 

Sinonímia:

Alho-comum, alho-hortense, alho-manso, alho-serpente e alho-ordinário.

 

Família:

Liliaceae.

 

Parte utilizada:

Bulbo.

 

Histórico e curiosidades:

Desde os primórdios de nossa civilização, o alho vem sendo usado pelo homem tanto como recurso culinário quanto como recurso terapêutico. O alho cresce espontaneamente na Sicília e em outros pontos da Europa, sendo amplamente conhecido e usado no Brasil. 

 

Ecologia:

Erva bulbosa, pequena, perene e com odor forte e característico, possui folhas lineares e longas e suas flores são brancas ou avermelhadas. Nativo da Ásia, o alho hoje é cultivado em todo o mundo, podendo ser plantado em jardins, mas necessita de clima quente e ensolarado.

 

Constituintes:

Vitaminas A, vitaminas do complexo B e vitamina C, cálcio, enxofre, iodo, silício, sódio, ferro, potássio, zinco, heterosídeos sulfurados, alicina (10 a 13%), ácido fosfórico livre, aliina, óxido dialildissulfeto (60%), ajoeno, dissulfeto de dialila, trissulfeto de alila e polissulfeto de dialila.

 

Ações:

Expectorante, anti-séptico, analgésico, antiinflamatório, antibacteriano, hipotensor, vermífugo, hipoglicemiante, febrífugo, anti-agregante plaquetário, antioxidante e hipocolesterolemiante.

 

Propriedades farmacológicas:

O principio de ação do óleo de alho se deve a alicina e aliina. A alicina originada a partir da alinase possui propriedades bacteriostáticas e bactericidas sobre bactérias Gram positivas e Gram negativas. A alicina destrói os grupos tiólicos essências a proliferação as bactérias. O alho reduz os níveis plasmáticos de colesterol, triglicerídeos e lipoproteínas de baixa densidade (LDL) através do óxido dialildissulfeto, prevenindo a formação de placas nas artérias. Possui ação vermífuga fraca para Ascaris lumbricoides e Enterobius vermicularis (oxiúros). Devido a sua capacidade vasodilatadora é considerado um eficaz hipotensor. O óleo de alho modifica as secreções brônquicas, ajudando a desobstruir as vias aéreas, por fluidificar as secreções respiratórias. O efeito anti-agregante plaquetário se deve a presença do derivado da alicina, o ajoeno, dissulfeto de dialila e trissulfeto de metialila que inibem a tromboxano-sintetase, enzima que tem um papel importante na formação do tromboxano A2, responsável pela agregação plaquetária. O alho age ainda estimulando o mecanismo endógeno de defesa, inibindo a formação dos radicais livres e a peroxidação dos lipídeos. Reduz a captação de lipídeos pelas células do endotélio basal. O extrato seco de alho atua na redução da pressão arterial, diminuindo o ritmo cardíaco, devido provavelmente a um efeito bloqueador beta-adrenérgico.

 

Precauções e contra-indicações:

Para pacientes sensíveis ao alho, que apresentam distúrbios gastrointestinais como úlcera péptica ou doença do refluxo. Também é contra indicado para gestantes.

 

Reações adversas:

Dermatite de contato, reações alérgicas, sudorese excessiva, hipotireoidismo, irritação da boca, esôfago e estômago, náuseas, tonteira e vômitos.

 

Utilização:

Óleo: Adultos: Tomar até 1000 mg por dia corresponde a 4 cápsulas de alho de 250mg. Crianças: Tomar a metade da dose dos adultos.

Infuso: 2 ou 3 dentes de alho amassados em 1 xícara de água. Tomar 3 vezes por semana.

Tintura: 1:5 em álcool 45%: 2 a 4 mL três vezes ao dia.

Alho fresco: 4g ao dia como hipoglicemiante e anti-radicais livres.

Para ação hipolipidêmica: 600 a 900mg de pó de alho seco ao dia, em média, ou 4g de alho fresco ou 8mg de óleo de alho diariamente.

Na antroposofia o alho contribui para que a organização superior intervenha adequadamente na inferior, sobretudo no processo digestivo. Aumenta a resistência geral e pode ser usado no tratamento auxiliar das congestões aquosas crônicas das vias aéreas superiores devido a dificuldade no aquecimento desta região.

 

Fontes:

 

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

 

FETROW, C, AVILA, J. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional, 2000, Ed. Guanabara, pág. 72 -76, Rio de Janeiro/RJ.

 

MARCHIORI, V. Propriedades Funcionais do Alho. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/alho_revisado.pdf.

 

Lista de medicamentos Weleda, 2008.

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