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7.02.09

Fitoterapia – Cáscara sagrada: laxante, tônico e desintoxicante

por

 

Nome Botânico:

Rhammus purshiana D.C.

Sinonímia:

Cáscara amarga, cáscara. 

Família: Rhamnaceae 

Parte utilizada:

Tronco e talos da planta envelhecidos. 

Histórico e curiosidades:

As cascas devem ser retiradas do tronco desta árvore na primavera e verão. Devido a explosão indiscriminada pelos colonizadores durante o último século, o número de árvores nativas foi reduzido drasticamente. A planta fresca é tóxica.

Ecologia:

Nativa da região americana do Oceano Pacífico, a Cáscara sagrada é encontrada do norte dos Estados Unidos até a Colômbia. Essa planta começou a ser utilizada pelos índios da América antes da colonização no século XVI como purgativa e tônica chegando somente no final do século XIX na Europa. 

Constituintes:

Compostos antraquinônicos 6-9% (livres: ácidos crisofânico, emodol e alo emodina-antrona; C-Heterosídeos: cascarosídeos A, B, C e D, glicapiranosídeos de aloína e crisofanol; O-Heterosídeos: derivados da emodina, emodina entrona); Outros: taninos, sais minerais, ramnol, ácidos graxos, glicose. 

Ações:

Laxante, tônico e desintoxicante. 

Propriedades Farmacológicas:

O efeito laxante se deve à concentração de antraquinonas. Os cascarosídeos A e B são responsáveis pelo aumento do peristaltismo no intestino grosso, aumentando, pelo contato, o fluxo intestinal de eletrólitos e água. 

Precauções e contra indicações

Uso prolongado, doses maiores que indicadas, pode ocorrer maior sensibilidade individual a droga, podem determinar espasmos e dores cólicas. Salvo em prescrições específicas não se recomenda a administração da cáscara a gestantes, lactantes e crianças menores que 12 anos. É também desaconselhável o uso em pacientes com úlcera péptica, esofagite, hemorróidas, insuficiência hepática renal ou cardíaca, tratamentos com cardiotônicos, inflamações intestinais e uterinas, cistite. 

Reações adversas

Em tratamentos prolongados, observa-se sintomas como irritabilidade, constipação e nefrite. Doses excessivas ou seu uso em pessoa com maior sensibilidade à droga, pode produzir cólicas intestinais e vômitos. 

Utilização:

Extrato seco (5:1): 50 a 100mg/dia, 1 a 2 vezes ao dia;

Extrato fluido (1:1): 25-50 gotas diárias;

Tintura (1:5): 1-10mL/dia como laxante e como purgativo 15-25mL/dia;

Pó (ou extrato seco com 0,5%): 250-750mg/dia como laxante e 1-2g/dia como purgativo;

Decocção (2,5%): como laxante se emprega 50-100ml/dia. Como purgativo 200ml/dia. 

Consideração farmacêutica

A dose recomendada é a mínima para que se produza o efeito. Deve-se começar o tratamento com doses baixas e aumentá-las em caso de necessidade.

Não se deve prolongar o tratamento por mais de uma semana, sem o devido controle médico.

Recomenda-se o uso à noite pois o efeito é produzido por cerca dez horas após a ingestão. Em caso de necessidade pode-se repetir a dose pela manhã seguinte. 

 

Fontes: 

FERREIRA, A. O.; Guia Prático da Farmácia Magistral. São Paulo: Pharmabooks, 2008. 

CARVALHO, J. C. T.; Formulário Médico-Farmacêutico de fitoterapia. São Paulo, 2005. 

www.opcaofenix.com.br/acesso/fispqs/20060920134851.doc

(acesso em 27/01/2009)

 

 

 

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