18.08.09
Fitoterapia – Castanha da Índia: tônico circulatório, adstringente, anti-hemorrágico e antiinflamatório usada no tratamento de varizes e queda de cabelo.
por Silberto Azevedo
Nome Botânico:
Aesculus hippocastanum L.
Sinonímia:
Castanheiro, Castanheiro-da-Índia
Família: Hippocastanaceae
Parte utilizada:
Semente.
Histórico e curiosidades:
A Castanha-da-Índia recebeu este nome por acreditar ser oriunda da Índia, porém na verdade ela é natural dos Balcãs, região Sudeste da Europa. Foi introduzida na França em 1615 e foi muito plantada nos parques e avenidas da Europa do século XVIII. É uma das primeiras árvores a florescer na primavera.
Ecologia:
A Castanha da índia está presente em parques e avenidas da Europa e também em todo o mundo.
Constituintes:
Saponinas triterpenicas (8-28%), principalmente escina e aescigenina, taninos (2%), flavonoídes (quecetina, canferol e esculina), heterosídeos cumarínicos (esculosídeo), fitoesterol, ácidos graxos (2-5%), proteínas (8-10%), vitaminas (B, K1, C, pró-vitamina d), açucares.
Ações:
Tônico circulatório, adstrigente, anti hemorrágico e antiinflamatório. Usado na prevenção e tratamento da insuficiência venosa crônica, varizes, edemas, hemorróidas e queda de cabelo. O efeito tônico sobre o sistema venoso é percebido logo após a ingestão, traduzindo-se principalmente pelo alívio da dor.
Propriedades Farmacológicas:
Os principios ativos da Castanha-da-Índia atuam sobre os sistema venoso, aumentam a resistência e o tônus das veias. Atuam sobre a fragilidade capilar e como vasoconstritores periféricos. Desta forma, ativa a circulação sanguínea e favorece o retorno venoso previnindo acidentes vasculares, estase venosa, espasmos vasculares e tromboflebites.
Precauções e contra indicações
Individuos com hipersensibilidade e crianças.
Reações adversas
Raramente pode ocorrer coceira, náusea, vômito e irritação gástrica.
Utilização:
Uso interno:
Infuso ou decocto a 1%, tomar 50 a 200 mL/dia;
Extrato seco: 100 a 400 mg/dia;
Extrato fluido: 0,5 a 2 mL/dia;
Tintura: 1 a 4 mL 3 vezes ao dia;
Alcoolatura: 10 a 30 gotas, 2 a 3 vezes ao dia, preferencialmente 10 a 15 minutos após as refeições.
Uso externo:
Extrato gicólico: Xampus e espumas para banho: 1 a 3%;
Géis, cremes e loções: 1 a 4%.
Fontes:
FETROW, C, AVILA, J. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional, 2000, Ed. Guanabara, pág. 72 -76, Rio de Janeiro/RJ.
Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.
CASTANHA-DA-ÍNDIA: a rainha da circulação. Disponível em: http://blog.multivegetal.com/?p=1479. Acesso em 28 julho 2009.
MARLIERE, Lucianno D. P. et al. Utilização de fitoterápicos por idosos: resultados de um inquérito domiciliar em Belo Horizonte (MG), Brasil. Rev. bras. farmacogn. [online]. 2008, vol.18, suppl. [cited 2009-08-18], pp. 754-760 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000500021&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0102-695X. doi: 10.1590/S0102-695X2008000500021.
MARTINS, Elisabeth Lopez de Prado; BRANDAO, Maria das Graças Lins. Qualidade de amostras comerciais preparadas com Aesculus hippocastanum L. (castanha-da-Índia). Rev. bras. farmacogn., João Pessoa, v. 16, n. 2, June 2006 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2006000200016&lng=en&nrm=iso>. access on18 Aug. 2009. doi: 10.1590/S0102-695X2006000200016.




