Lemnis » Antroposofia, Homeopatia e Farmácia de Manipulação

9.11.09

Fitoterapia – Ginkgo: estimula a memória, reduz distúrbios da atenção e combate os radicais livres aumentando a longevidade

por

Nome Botânico:

Ginkgo biloba L.

 

Sinonímia:

Avenca-cabelo-de-vênus

 

Família:

Ginkgoaceae

 

Parte utilizada:

Folha

 

Histórico e curiosidades:

A árvore de ginkgo foi considerada por Charles Darwin como um fóssil vivo, sendo o único exemplar dessa família, e ancestral do carvalho. O ginkgo faz parte do milenar arsenal terapêutico Chinês, no qual se faz menção a esta planta há cerca de 2800 anos a.C., sendo considerada como sagrada pelos budistas que a tem plantado sempre junto aos seus templos. No Ocidente os estudos referentes a esta planta são mais recentes, embora já fosse conhecida como planta ornamental em numerosos países de climas bem diferentes. O ginkgo tem capacidade de se adaptar às mais precárias condições ambientais, sendo resistente à poluição moderna. Esta árvore que pode chegar a 40 m de altura apresenta uma grande imunidade aos parasitas habituais, sendo, portanto poucas vezes atacada por insetos e fungos os quais causam estragos mínimos. Observa-se igualmente uma pronunciada resistência a bactérias, vírus e às ações mutagênicas das radiações, fato que pode explicar a sua sobrevivência após a explosão da bomba atômica em Hiroshima, quando foi a primeira manifestação de vida.

 

Ecologia:

Nativa da Coréia, China e Japão, adapta-se muito bem a diferentes condições ambientais como poluição e solos pobres.

 

Constituintes:

Diterpenos (ginkgolídeos A, B, C, J e M), flavonóides (biflavonóides, ginkgetina, isoginkgetina e bilobetina), hidrocarbonetos, aminoácidos, esteróis, açúcares, proantocianidina, terpenos, catequinas.

 

Ações:

Tem ação preventiva e curativa contra as agressões endógenas e exógenas, tais como fenômeno de oxidação devido à presença de radicais livres; intimamente ligados ao processo do envelhecimento e em doenças degenerativas.

Estimulante da circulação sanguínea, atua na circulação arterial, venosa e capilar, especialmente útil na insuficiência vascular periférica, comum na senilidade.

Protetora sobre a barreira hemato-encefálica. Diminui a hiper-agregação plaquetária, reduzindo o risco de processos trombóticos.

A nível cerebral permite a diminuição das desordens da memória, distúrbios de atenção, diminuição da capacidade auditiva, casos de vertigens, preservando por mais tempo autonomia e qualidade de vida.

De acordo com os resultados dos ensaios clínicos randomizados, duplos-cegos e controlados, são eficazes no tratamento da claudicação intermitente e da insuficiência cerebral (doença caracterizada por sintomas típicos, tais como dificuldades de concentração e memória, confusão, indisposição, cansaço, redução da performance física, ansiedade, tontura, zumbido e cefaléia), podendo constituir uma alternativa terapêutica para o tratamento de demências do tipo Alzheimer e multi-infarto e do zumbido (ALEXANDRE et alli, 2008).

 

Propriedades Farmacológicas:

Os mecanismos fundamentais se situam ao nível de membrana celular, mantendo a integridade da estrutura membranosa através de sua capacidade de combater a peroxidação lipídica das membranas por agir sobre radicais livres. Reduz assim a destruição celular em consequência a esta ação protetora sobre as membranas.

Também age inibindo a destruição do colágeno. Observou-se uma inibição da hipermeabilidade dos capilares, além de apresentar uma ação inibitória sobre o PAF (fator ativador de plaquetas) um mediador presente em respostas alérgicas como a asma.

Ativa a circulação sanguínea, aumentando a resistência capilar e efetuando uma vasodilatação dos vasos arteriais dos membros, mantendo a perfusão tissular. Esta atividade é importante para manter a circulação na extremidade dos membros (mãos e pés).

Ativa ainda o metabolismo energético das células, aumentando o consumo de glicose e oxigênio influenciando no aumento da síntese de ATP (trifosfato adenosina) a nível cerebral, o que favorece a memória.

 

 

Precauções e contra indicações

O ginkgo pode interferir com anticoagulantes orais, antiplaquetários e com fármacos metabolizados pelo sistema P450-CYP3A4.

Deve-se também ter cuidados quanto à hipersensibilidade. Podem ocorrer distúrbios gastrintestinais, especialmente em casos de predisposição alérgica além de transtornos circulatórios incluindo queda de pressão arterial, cefaléia ou reação cutâneas.

Apesar de não indicarem em estudos experimentais qualquer ação teratogênica, recomenda-se evitar o uso durante o 1º trimestre de gestação e o seu uso durante a amamentação deve ser sob orientação médica.

 

Utilização:

Folhas trituradas até pó: 600 a 900 mg ao dia, em 3 doses, antes das refeições.

Extrato seco padronizado: 40 a 160 mg ao dia.

 

Obs.: Cada 10 mg de extrato seco padronizado em 24% de terpenos, equivale a aproximadamente 200 mg do pó das folhas.

 

Fontes:

 

ALEXANDRE, Rodrigo F.; BAGATINI, Fabíola; SIMOES, Cláudia M. O.. Interações entre fármacos e medicamentos fitoterápicos à base de ginkgo ou ginseng. Rev. bras. farmacogn.,  João Pessoa,  v. 18,  n. 1, Mar.  2008 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000100021&lng=en&nrm=iso>. access on  09  Nov.  2009.  doi: 10.1590/S0102-695X2008000100021.

 

Carvalho, José Carlos Tavares; Almança, Carlos Cesar Jorden Formulário de prescrição Fitoterápica, São Paulo: Atheneu, 2003.

 

FORLENZA, Orestes V.. Ginkgo biloba e memória: mito ou realidade?. Rev. psiquiatr. clín.,  São Paulo,  v. 30,  n. 6,   2003 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832003000600004&lng=en&nrm=iso>. access on  09  Nov.  2009.  doi: 10.1590/S0101-60832003000600004.

 

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

 

LEMNIS FARMÁCIA • Av. Carandaí, 58 - Santa Efigênia • (31) 3245-0560. » Login
Belo Horizonte, MG - Brasil. Farmacêutica Responsável: Eliane Maria Silva Azevedo CRF 9258
DoDesign-s Design & Marketing