15.12.09
Fitoterapia – Guaco: alivia a tosse, bronquite e resfriados.
por Silberto Azevedo
Nome Botânico:
Mikania glomerata S.
Sinonímia:
Cipó-caatinga, coração-de-jesus, erva-de-cobra
Família: Asteraceae
Parte utilizada:
Folha
Histórico e curiosidades:
Na época da floração, torna-se uma planta muito procurada pelas abelhas melíferas.
Recebe também o nome de erva-das-serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios venenosos o guaco costuma ser preparado como antídoto contra o veneno. As folhas secas, o extrato alcoólico ou decocto apresentam forte cheiro balsâmico.
Pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovaram os efeitos do guaco contra câncer, úlcera e afecção por microrganismo, além de prevenção da cárie e da placa bacteriana dos dentes.
Ecologia:
Originário da América do Sul, o guaco está presente na Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
A planta se desenvolve como trepadeira arbustiva, lenhosa, sem gavinhas, apresentando caule cilíndrico e ramoso.
O guaco nasce nas matas e nos cerrados, adaptando-se muito bem ao cultivo doméstico.
Constituintes:
Óleo essencial: contém di e sesquiterpenos, Taninos, Saponinas, Resinas, Guacina, Cumarinas e Guacosídeo.
Ações:
Broncodilatadora, antiasmática, expectorante, béquica, febrífuga, diurética, tônica, emoliente, depurativa e cicatrizante.
Propriedades Farmacológicas:
Fluidifica as secreções bronquicas (catarro) e estimula sua secreção de maneira que possam ser mais facilmente expulsos pelo reflexo da tosse. Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios, tornando a expectoração mais fácil.
Estimula a secreção e eliminação da urina.
Útil em casos febris onde exerce apreciável efeito sudorífero.
Pesquisas científicas isolaran um glicosídeo, que por processos químicos dá origem a cumarina, talvez a substância responsável pelo efeito antiofídico.
Age sobre a pele formando uma película ou filme protetor quando utilizado externamente.
Precauções e contra indicações
Não usar em crianças menores de 2 anos, pois não sabem expelir o catarro.
Em doses terapêuticas não causa efeitos colaterais.
Deve-se seguir a posologia recomendada e observar a duração do tratamento evitando o uso prolongado, pois podem ocorrer acidentes hemorrágicos.
Não se deve exceder os 100 dias de tratamento ininterrupto.
Em altas doses pode causar vômito e diarréia.
Utilização:
Infuso ou decocto a 2%: tomar 50 a 200 mL/dia
Tintura: 5 a 20 mL/dia em meio copo com água.
Xarope (Farm. Bras.): 10 a 40 mL/dia.
Fontes:
Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.
OSORIO, Adriana de Carvalho; MARTINS, Jorge Luiz Seferin. Determinação de cumarina em extrato fluido e tintura de guaco por espectrofotometria derivada de primeira ordem. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 40, n. 4, Dec. 2004 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322004000400005&lng=en&nrm=iso>. access on 15 Dec. 2009. doi: 10.1590/S1516-93322004000400005.




