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23.04.13

Antroposofia e Homeopatia na prevenção e tratamento da Dengue

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Histórico e Curiosidades

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

A dengue é conhecida no Brasil desde os tempos de colônia. O mosquito Aedes aegypti tem origem africana. Ele chegou ao Brasil junto com os navios negreiros, depois de uma longa viagem de seus ovos dentro dos depósitos de água das embarcações.Mosquito da dengue

O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Em 1692, a dengue provocou 2 mil mortes em Salvador (BA), reaparecendo em novo surto em 1792.

Em 1846, o mosquito Aedes aegypti tornou-se conhecido quando uma epidemia de dengue atingiu o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Em 1903, Oswaldo Cruz, então Diretor Geral da Saúde Pública, implantou um programa de combate ao mosquito que alcançou seu auge em 1909.   Em 1957, anunciou-se que a doença estava erradicada do Brasil, embora os casos continuassem ocorrendo até 1982, quando houve uma epidemia em Roraima.

Em 1986, foram registradas epidemias nos estados do Rio de Janeiro, de Alagoas e do Ceará. Nos anos seguintes, outros estados brasileiros foram afetados.

No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira, em 1986-87, com cerca de 90 mil casos; e a segunda, em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, a dengue passou a ser registrada em todas as regiões do país.

Atualmente, a dengue hemorrágica está entre as dez principais causas de hospitalização e morte de crianças.

Sintomas

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.

a) Dengue clássica

Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarréia. O exantema pode estar presente ou não.

b) Dengue hemorrágica

As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

c) Síndrome do choque associado à dengue

O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural. As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

Sintomas da dengue 

Prevenção e Tratamento

Do ponto de vista de prevenção e tratamento usando o medicamento homeopático, são preconizados os esquemas abaixo:

a)   Prevenção

Formulação nº1

  • Rhus toxicodendron 5 CH
  • Eupatorium perfoliatum 5 CH
  • China officinalis 5 CH
  • Ledum palustre 5 CH
  • Gelsemium 5 CH

Ou

Formulação nº 2

  • Sarracenia purpurea 30 CH

 Para a prevenção da dengue deve-se tomar 3 glóbulos ou gotas, UMA VEZ AO DIA, enquanto durar a temporada da epidemia. Isto tanto para adultos como para crianças de qualquer idade sendo que no caso de crianças não se usa a forma alcoólica. O medicamento deve ser dissolvido lentamente na boca.

Para bebês, a mãe pode dissolver 2 glóbulos com uma colher de chá de água para facilitar a administração. Se o bebê estiver com MENOS de 3 meses e estiver sendo amamentado, a mãe pode tomar 6 glóbulos antes de uma mamada, que o efeito passará para o leite materno. Grávidas podem e devem utilizar a fórmula.

PODE SER DADO PARA BEBÊS QUE NÃO ESTÃO SENDO AMAMENTADOS, DE QUALQUER IDADE.

Lembramos também que dois outros cuidados muito importantes que devem ser tomados, são eles, a hidratação do paciente, que pode ser feita até mesmo com soro caseiro, e o repouso.

b)   Tratamento

As fórmulas para o tratamento são as mesmas apresentadas para a prevenção, porém no caso de dengue ou mesmo de suspeita de dengue, a posologia deve ser alterada para a seguinte forma:

Tomar 3 glóbulos ou gotas de 2/2 horas, ESPAÇANDO PARA 3/3 HORAS E 4/4 HORAS, etc, a medida que os sintomas melhorarem, ATÉ A REMISSÃO COMPLETA DOS SINTOMAS.

Em caso de DENGUE HEMORRÁGICA, ou mesmo suspeita, isto é plaquetas abaixo de 150.000, principalmente em crianças, ACRESCENTA-SE ao tratamento acima, dois medicamentos:

PHOSPHORUS 12 CH, 4 glóbulos ou gotas, tomar pela manhã e CROTALUS 12 CH, 4 glóbulos ou gotas, tomar à tarde até as plaquetas normalizarem (150.000).

NÃO PARAR COM A FÓRMULA DE PREVENÇÃO.

As plaquetas chegam a níveis normais rapidamente de maneira surpreendente.

c) Medicamentos antroposóficos:

Em relação aos medicamentos antroposóficos são indicados os que seguem abaixo:

1-     Infludoron glóbulos

Aconitum napellus D4

Bryonia alba D2

Eucalyptus globulus D2

Eupatorium perfoliatum D2

Ferrum phosphoricum D6 

Indicação: tratamento auxiliar da prevenção e tratamento de gripes, resfriados e suas manifestações, com formulação para crianças, idosos ou pessoas sensíveis.
Contra-indicação: O produto é contra indicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

2-    Previgrip

Ferrum sidereum D10 

Phosphorus D5

Prunus spinosa D1 

Indicação: tratamento auxiliar para prevenir os estados gripais em pessoas susceptíveis, que se resfriam com freqüência, ou que apresentam sintomas prodrômicos como fraqueza e dor muscular. Também deve ser ministrado no outono (abril, maio e junho), para prevenir as gripes do inverno.

Contra-indicação: O produto é contra indicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

3-    Infludo

Aconitum napellus D3

Bryonia alba D3

Eucalyptus globulus D3

Eupatorium perfoliatum D3

Phosphorus D6

 

Usado na Europa há mais de 70 anos.

Indicação: tratamento auxiliar de gripes, resfriados e suas manifestações como tosse, congestão nasal, mal-estar, dores pelo corpo, estado febril, coriza, dor de cabeça e inflamações das vias respiratórias.

Contra-indicação: O produto é contra indicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

d)   Prevenção de uso externo

Uma boa opção para evitar a picada do mosquito e assim contrair a dengue é o uso de repelentes. Neste caso sugerimos as formulações com óleos essenciais como o exemplo abaixo:

  • Repelente Natural

Óleo de Citronela 2%

Óleo de Cravo 0,5%

Óleo de Melaleuca 1%

Glicerina 10%

Loção hidroalcóolica   qsp   130 mL

Aplicar na pele sempre que necessário.

Já para as pessoas alérgicas ou que não podem usar repelentes, a recomendação é usar a pomada de Ledum palustre, que funciona como um repelente muito eficaz e normalmente não traz alergias. Mas só para quem NÃO PODE de jeito nenhum usar repelente.

E é claro que a homeopatia não dispensa e nem interfere nos cuidados médicos obrigatórios nestes casos.

Orçamento

 

Bibliografia

Dreux A. T. D. – Receituário do Instituto Hahnemanniano do Brasil, disponível em www.ihb.org.br

Barreto M.L., Teixeira M. G. – Dengue no Brasil: situação epidemiológica e contribuições para uma agenda de pesquisa – Print version ISSN 0103-4014 – Estud. av. vol.22 no.64 São Paulo Dec. 2008, disponível em http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40142008000300005

Teixeira M. G., Barreto M. L., Guerra Z. – Epidemiologia e medidas de prevenção do Dengue – Inf. Epidemiol. SUS v.8 n.4 Brasília dez. 1999, disponível em http://dx.doi.org/10.5123/S0104-16731999000400002

 

 ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

 

 

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