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10.05.11

LINHAÇA – RICA EM FIBRA, OMEGA 3 E OMEGA 6

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História e descrição

A Linhaça (Linum usitatissimum) é uma das mais antigas plantas cultivadas, e que cresce ao redor do mundo em muitas variedades e formas cultivadas por sua fibra e óleo. Os principais componentes do Óleo de Linhaça são os ácidos graxos da família Ômega-3, e também os da família Ômega-6, com seus respectivos precursores e derivados, além das lignanas e mucilagem.

Os relatos mais antigos com relação a  semente da linhaça são datados de 5000 anos antes de Cristo, na Mesopotâmia. Foram até encontrados desenhos da semente em tumbas faraônicas, o que comprovam o uso desta herbácea desde a antiguidade. Obviamente tais provas não nos mostram exatamente como a linhaça era utilizada no passado, mas comprovam que a semente de linhaça já era conhecida e tinha alguma aplicação na vida das pessoas.

Linhaça Dourada x Linhaça Marrom

A linhaça dourada, proveniente de climas frios, é muito mais rica em ômega-3, ômega-6, ômega-9 e gorduras polinsaturadas além de serem cultivadas sem agrotóxicos, já a linhaça marrom, mais fácil de encontrar e mais barata, possui pouco ômega-3 e é produzida sem muito rigor, o que a torna menos indicada.

Semente de linhaça x farinha de linhaça x óleo de linhaça

A linhaça pode ser encontrada e consumida de várias maneiras, mas as mais comuns são a semente de linhaça triturada, a farinha de linhaça e o óleo de linhaça. Os três possuem os mesmos benefícios e a única diferença é a maneira de consumi-los

A linhaça triturada é muito utilizada no preparo de bolos e biscoitos, pois seus pequenos pedaços deixam esses alimentos mais crocantes. A linhaça triturada também é ótimo acompanhamento aos cereais matinais.

A farinha de linhaça, muito utilizada por quem faz dieta tanto para emagrecer quanto para engordar, é a semente da linhaça moída até virar farinha e pode ser consumida misturada a bebidas como sucos e vitaminas.

O óleo de linhaça encontrado em cápsulas é uma alternativa para aqueles que preferem uma solução rápida, prática e sem gosto, pois basta ingerir a cápsula de óleo de linhaça diariamente para obter os mesmos benefícios.

Ações terapêuticas

Antioxidante, redutora do colesterol, protetora cardíaca, melhora do trânsito intestinal.

Propriedades

O óleo de linhaça possui os ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 em uma proporção que é considerada a ideal pela maioria dos pesquisadores, sendo altamente indicado para o equilíbrio das proporções entre os dois grupos de ácidos graxo ômega. O óleo de linhaça contém entre 50 e 60 % de ômega-3 (ácido linolênico) e entre 14% e 20% de ômega-6 (ácido linoléico).

A suplementação com óleo de linhaça resultou em uma redução na freqüência de ataques de asma e uma redução no uso de medicamentos para a condição. Níveis reduzidos de ácidos graxos ômega-3 são associados ao aumento na incidência de câncer de mama, próstata e cólon. O ômega-3 reduz os triglicérides plasmáticos, a agregação plaquetária, relaxa os vasos sangüíneos e reduz a pressão arterial. Pacientes com artrite reumatóide participaram de um estudo duplo-cego de um ano de duração, no qual receberam 2,6 g de ômega-3 diariamente, e obtiveram significativas melhoras no todo e redução da dor, o que permitiu uma redução correspondente no uso de analgésicos. Os ácidos graxos ômega-3 freqüentemente proporcionam melhoras em anormalidades no metabolismo dos ácidos graxos descobertas em pacientes com psoríase e eczema.

A suplementação com óleo de linhaça aumentou a concentração de Ômega-3 nos fosfolipídeos das plaquetas e lipídeos plasmáticos de voluntários vegetarianos masculinos.

No sistema digestivo a linhaça previne o câncer de colón, melhora a prisão de ventre e acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal e elimina gases gástricos. É um laxante por excelência. Também previne os divertículos nas paredes do intestino. Contém mais fibra que a maioria dos grãos.

No sistema imunológico a linhaça previne os processos alérgicos e o LUPUS.

No sistema cardiovascular é útil no tratamento da ateroesclerose, devido a sua ação antiinflamatória e redutora dos níveis de colesterol, no tratamento da trombose, hipertensão, agregação plaquetária e arritmia cardíaca.

O consumo de linhaça diminui as condições inflamatórias de todo tipo e também trás benefícios para o cabelo e a pele, essencialmente a pele seca e sensível aos raios do sol, trazendo também melhoras no tratamento da psoriase e eczema.

Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia. A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular. Os músculos se recuperam da fadiga do exercício.

Terapia oral com óleo de linhaça, em cápsulas na dose de 1 ou 2 g/dia, reduz a inflamação da superfície ocular e melhora os sintomas de olho seco em pacientes portadores da síndrome de Sjögren. Estudos de longo prazo são necessários para confirmar o papel desta terapia como auxiliar no tratamento da ceratoconjuntivite seca de portadores da síndrome de Sjögren.(Pinheiro Júnior, 2007).

Indicações

  • Na prevenção de doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto;
  • Para reduzir os níveis sangüíneos de colesterol e triglicérides;
  • Ajuda a manter a pele saudável e fortalece o sistema imune;
  • No tratamento da depressão, asma e oesteoporose;
  • Como auxiliar no tratamento da artrite reumatóide;
  • No auxílio ao tratamento dos sintomas da menopausa;
  • Útil na dieta de vegetarianos;
  • No tratamento do olho seco na síndrome de Sjögren;

Posologia

  • Tomar de 2 a 6 cápsulas de 500 mg ou de 1 a 3 cápsulas de 1 g/dia. Recomenda-se o uso concomitante de suplemento de vitamina E.

Reações adversas

Diarréia, náusea e flatulência em raros.

Precauções

Nos pacientes com diarréia.

Interações

Pode interagir com agentes lipofílicos.

Contra-indicações

Hipersensibilidade a linhaça e ácidos graxos insaturados.

Fontes

Brasil Sociedade Brasileira de Cardiologia IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Departamento de Aterosclerose, 2007

GAROFOLO, Adriana; PETRILLI, Antônio Sérgio. Balanço entre ácidos graxos ômega-3 e 6 na resposta inflamatória em pacientes com câncer e caquexia. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 19,  n. 5, Oct.  2006 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732006000500009&lng=en&nrm=iso>. Accesso em 05/05/2011.  doi: 10.1590/S1415-52732006000500009.

MARTIN, Clayton Antunes et al . Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 19,  n. 6, Dec.  2006. Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732006000600011&lng=en&nrm=iso. Accesso em 05/05/2011.  doi: 10.1590/S1415-52732006000600011.

PINHEIRO JR, Manuel Neuzimar; SANTOS, Procópio Miguel; SANTOS, Regina Cândido Ribeiro dos; BARROS, Jeison de Nadai; PASSOS, Luiz Fernando; NETO, José Cardoso. Uso oral do óleo de linhaça (Linum usitatissimum) no tratamento do olho seco de pacientes portadores da síndrome de Sjögren. Arq Bras Oftalmol. 2007;70(4):649-55.

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”


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