Lemnis » Antroposofia, Homeopatia e Farmácia de Manipulação

31.05.11

Passiflora (Maracujá) – No tratamento da insônia, ansiedade, irritabilidade e insônia.

por

Nome Botânico

Passiflora  alata Dryand

Sinonímia

Flor-da-paixão, passiflora

Família

Passifloraceae

Parte utilizada:

Folha

Histórico e curiosidades

O maracujá é originário da América tropical, que nescessita de temperasturas elevadas e só se aclimata bem nas regiões temperadas.

É uma trepadeira perene que floresce na primaverae dá seus frutos no início do verão. Suas flores lembram os instrumentos utilizados na crucificação de Cristo, conhecida em outros idiomas por flor-da-paixão, e são de grande efeito ornamental. Seus frutos são ovóides amarelados e a poupa comestível, contém sementes rugosas, que servem para preparar bebidas refrescantes.

Em 1867, os estudos de um investigador americano chamaram a atenção para a passiflora e demonstraram o seu grande interesse para a medicina como sedativo e antiespasmódico.

Ecologia

A planta é nativa do sudeste dos Estados Unidos, mas pode ser encontrada ao longo de cercas vivas e margens de florestas, em moitas e em solo aberto de diversos outros locais com climas semelhante.

Constituintes

Rica em vitamina C possui também alcalóides indólicos(harmano, harmina, harmol, harmalina), flavonóides (vitexina, isvitexina, orientina), glicosídeos cianogênico, gomas, resinas e taninos.

Ações

Sedativo, tranquilizante, antiespasmódico, diurético. Um estudo apresentado por Barbosa, 2006 indica que os extratos de Passiflora são fontes potenciais com atividades ansiolíticas, sem no entanto causar os efeitos na memória, como ocorre com os grupos tratados com diazepam.

Do ponto de vista da antroposofia pode ser indicada para agir em primeira linha através do estímulo das forças autocurativas do organismo e serve também para a harmonização de distúrbios da saúde.

Propriedades Farmacológicas

Devido às frações alcaloídicas e flavonoídicas, o maracujá age como depressor inespecífico do sistema nervoso central, resultando em uma ação sedativa, tranquilizante e antiespasmódica da musculatura lisa.

A passiflorina é similar à morfina e um medicamento de grande valor terapêuticocomo sedativo e que apesar de narcótico, não deprime o sistema nervoso central.

O seu uso diminui por instantes a pressão arterial e ativa a respiração deprimindo a porção matriz da medula.

Possui efeitos analgésicos o que justifica o seu emprego nas nevralgias.

Precauções e contra indicações

Não deve ser utilizada por gestantes sem orientação médica.

Deve-se controlar o uso das folhas na forma de chá, pois existem riscos de intoxicação cianídrica consequente ao uso de doses exageradas.

Deve ser consumido com cautela por pessoas com pressão arterial baixa.

Pode haver potencialização do efeito com álcool, antihistamínicos e do sono indizido pelo pentobarbital e dos efeitos da morfina. Também pode ocorrer bloqueios parcial das anfetaminas.

Toxicidade

Em um estudo de formulações fitoterápicas contendo Passiflora alata (maracujá), Erythrina mulungu (mulungu), Leptolobium elegans (perobinha do campo) e Adonis vernalis (adonis) demonstrou-se que estas formulações não causaram efeitos tóxicos quando administradas por via oral em doses repetidas durante 44 dias às ratas Wistar, incluindo gestação e lactação, em ratos Wistar, e em coelhos Nova Zelândia, em doses 10 vezes maiores que as preconizadas

para fins terapêuticos em seres humanos. (Mello et all, 2007)

Utilização

Infuso ou decocto a 1%: tomar 50 a 200 mL/dia

Tintura: 2 a 10 mL/dia

Formulações

Passiflora  200 mg

Valeriana   200 mg

Mulungu     100 mg

Tomar uma cápsula duas vezes ao dia.

Avena sativa TM

Passiflora TM

Valeriana TM

Tomar 20 a 30 gotas em meio compo com água duas vezes ao dia

Fontes

Barbosa, P. R. Estudo da ação psicofarmacológica de extratos de Passiflora alata dryander e Passiflora edulis sims. Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciuma – SC. 2006

BOERICKE, W. – Homeopathic Materia Medica – Médi-T 2000. Disponível em: http://homeoint.org/books/boericmm/index.htm Acesso em 31/05/2011.

Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

MELLO F.B.; LANGELOH A.; MELLO J.R.B. Toxicidade pré clínica de fitoterápico contendo Passiflora alata, Erythrina mulungu, Leptolobium elegans e Adonis vernalis. Lat. Am. J. Pharm. 26 (2): 191-200 (2007).

TUROLLA, Monica Silva dos Reis; NASCIMENTO, Elizabeth de Souza. Informações toxicológicas de alguns fitoterápicos utilizados no Brasil. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo,  v. 42,  n. 2, June  2006 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322006000200015&lng=en&nrm=iso>. access on  31  May  2011.

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”

LEMNIS FARMÁCIA • Av. Carandaí, 58 - Santa Efigênia • (31) 3245-0560. » Entrar
Belo Horizonte, MG - Brasil. Farmacêutica Responsável: Eliane Maria Silva Azevedo CRF 9258
DoDesign-s Design & Marketing