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26.02.11

Picnogenol (Pinus pinaster) – potente antioxidante no combate as doenças cardiovasculares e respiratórias

por

Nome botânico:

Pinus pinaster

Nome popular:

Pinheiro, Pinheiro português, Pinheiro-bravo, Pinheiro marítimo.

Família:

Pinaceae

Parte utilizada:

Folhas, casca das pinhas.

Histórico e curiosidades:

O gênero Pinus inclui um grande número de espécies na Europa. Atualmente o pinheiro bravo cresce espontaneamente em todo o litoral mediterrâneo, adaptando-se a solos arenosos, ácidos e pobres, ocupando cerca de 1 milhão de hectares do território continental (31% da floresta continental).

Além de suas atribuições farmacológicas, o pinheiro tem grande potencial econômico devido a sua madeira, proteção contra ventos e atua também como protetor de dunas devido ao seu enraizamento.

Ecologia:

É uma planta de origem européia e mediterrânea, sendo considerado um dos 3 pinheiros mais importantes da Europa.

Propriedades Farmacológicas:

O pinheiro é um composto rico em bioflavonóides como, por exemplo, flavonóides, compostos fenólicos, proantocianidinas, sendo por estes, um potente antioxidante encontrado na casca do pinheiro e seu uso advêm da extração do mesmo adquirindo assim, um extrato conhecido como Picnogenol.

Ações:

O Picnogenol se destaca como um excelente antioxidante fenólico (substância encontrada na casca das plantas) tendo sua ação mais potente que as da vitamina C (20 vezes) e vitamina E (50 vezes), regenerando o radical ascórbico inativo. Por ter alto poder antioxidante, ele é um ótimo combatente de radicais livres, esses que estão relacionados a diversas doenças como as cardiovasculares e o câncer.

O seu uso reforça a ação da vitamina C sobre as membranas e o colágeno aumentando a rigidez, maciez e elasticidade da pele além de estimular o sistema imune.

Atua no sistema cardiovascular reduzindo o colesterol, auxilia no controle da pressão arterial e reduz o risco de infarto e acidente vascular cerebral. Auxilia também o sistema plaquetário dilatando as artérias, possibilitando assim, um fluxo sanguíneo contínuo.

Suas ações no sistema respiratório estão relacionadas a prevenção e auxilio no alívio da rouquidão, da tosse, dos sintomas da gripe e rinite alérgica, isto quando se fizer uso cinco semanas antes da temporada de alergias. WILSON, 2010.

Podem também ser conferidas ao Picnogenol as ações relacionadas a melhora da cognição, da fertilidade, nos sintomas da osteoartrite e no desempenho esportivo.

Utilização:

Sua utilização recomendada é de 60 a 200mg/dia.

Precauções e contra indicações:

Não é indicado para pessoas com hipersensibilidade ao Pinus, lactantes, crianças menores de 6 anos, enfermidades neurológicas, entre outras.

Referências bibliográficas:

AZEVEDO, Herlander. Contribuições ao estudo da interação cinerea Pinus Pinaster. 2005

BRASIL. Documentos 66. Embrapa , outubro 2001.

FERREIRA, ALA, Matsubara, LS. Radicais livres: Conceitos, Doenças Relacionadas, Sistema de Defesa e estresse oxidativo. Rev. Assoc. Med. Bras. São Paulo, v. 43, n. 1, março 1997.

RODRIGUES, Joana Salomé Camejo. Contributo para o estudo etnobotânico das plantas medicinais e aromáticas na área protegida da Serra do Aço. Instituto de conservação da natureza, 2002.

SIMOES, Cláudia Maria Oliveira, et al. Farmacognosia. Da planta ao medicamento. Editora da UFSC.  5ªed. Porto Alegre, 2004.

WILSON, Dade et all. A randomized, double-blind, placebo-controlled exploratory study to evaluate the potencial of Pycnogenol for improving allergic rhinitis symptoms. PHYTOTHERAPY RESEARCH, Phytother. Res. (2010). Published online in Wiley InterScience (www.interscience.wiley.com). 2010.

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