Lemnis » Antroposofia, Homeopatia e Farmácia de Manipulação

4.05.10

Sinusite e seu tratamento com medicamentos naturais

por

Rodolfo Schleier[1]

Silberto Azevedo[2]

Com a chegada do frio, aumentam os casos de rinite, sinusite e demais doenças respiratórias. O tratamento de escolha para estas doenças consiste geralmente de descongestionantes – que podem conter em sua formulação derivados da cortisona.

No entanto, o uso indiscriminado de descongestionantes nasais, especialmente corticóides, tem suas desvantagens. Corticóides são substâncias semelhantes ao cortisol, hormônio produzido pelas glândulas adrenais (as mesmas que produzem a famosa adrenalina). Ele é secretado em situações de estresse, para aumentar a pressão arterial, elevar a glicemia, diminuir a dor e assim facilitar num processo de fuga. Por seu efeito antinflamatório, eles são largamente utilizados na prática clínica desde a década de 1950.

Seus efeitos colaterais são bem conhecidos, dentre eles a Síndrome de Cushing, um desequilíbrio hormonal que leva a aumento de peso, depósito de gordura na face, no tronco e pescoço, além de afilamento dos braços e pernas, diminuição da musculatura e fraqueza. Há diversos relatos na literatura de pessoas que desenvolveram esta doença pelo uso abusivo de descongestionantes nasais e pomadas à base de corticóides.

Como todo medicamento, eles exigem acompanhamento criterioso, mas com um cuidado extra. Mesmo com os derivados mais seguros que existem hoje, é fundamental respeitar a dose e o tempo de uso prescrito pelo médico.

Por conta dos efeitos colaterais dos medicamentos alopáticos, é grande a procura por tratamentos naturais. Mas mesmo neste caso é preciso ter a orientação de um profissional de saúde.

Das muitas plantas usadas popularmente para o tratamento de infecções respiratórias, como a sinusite, uma muito conhecida é o eucalipto. Essa árvore australiana pertence à mesma família botânica da goiaba, pitanga, jabuticaba, cambuci, entre outras frutas brasileiras. Ela foi introduzida no Brasil há mais de um século, para servir de matéria prima à produção de papel, devido ao seu crescimento rápido que permite um alto rendimento em celulose em pouco tempo. O eucalipto também apresenta a capacidade de absorver muita água do solo, e por isso é muito usado em paisagismo urbano para drenar terrenos úmidos.

Das várias espécies de eucalipto, algumas são mais aromáticas, outras nem tanto. Mas praticamente todas elas têm o mesmo odor típico e agradável. Só de chegar perto de uma praça de eucaliptos, já sentimos abrir as narinas. Talvez seja por isso que os bosques de eucaliptos sejam tão procurados para a prática da caminhada.[3]

 Há alguns anos, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Medical College da Geórgia (EUA) testaram várias espécies de eucalipto, dentre elas Eucalyptus citriodora e Eucalyptus globulus. Eles constataram que o óleo essencial extraído das folhas dessa árvore induz a um efeito analgésico ao nível do sistema nervoso central. Ou seja, além da ação descongestionante local, ela também teria um efeito farmacológico, de aliviar dores e outros sintomas físicos comuns nas doenças respiratórias. Isso explicaria o seu uso popular.

Há diversas outras plantas usadas comumente para o tratamento de sinusites e outras doenças respiratórias, dentre as quais podemos citar: a sálvia (Salvia officinalis), planta aromática da mesma família da hortelã e do orégano, possui propriedade antisséptica e descongestionante, e suas folhas são muito usadas para fazer inalações; a calêndula (Calendula officinalis), muito conhecida em pediatria e dermatologia, também é indicada para o mesmo fim (inalação com o chá das flores) e a equinácea (Echinacea purpurea) que já era usada pelos índios norte-americanos, e hoje é conhecida no mundo todo por sua propriedade estimulante do sistema imunológico.

Como já dissemos, mesmo para o uso de plantas é preciso contar com o apoio de um profissional da saúde, e adquiri-las em local confiável. Uma planta tradicional brasileira, a buchinha do norte (Luffa operculata), pode provocar sangramento nasal e aborto se usada incorretamente. Plantas mal armazenadas podem trazer fungos e outros contaminantes que agravam ainda mais o quadro clínico.

Mas, como nem sempre temos à mão os chás e outros materiais para inalação, podemos utilizar medicamentos elaborados a partir de plantas com longa tradição de uso, coletadas ou cultivadas de forma a produzirem princípios ativos seguros e confiáveis. Com base nas matérias médicas homeopáticas, no conhecimento goetheanístico da natureza e do ser humano, e em outras fontes como a Teoria das Assinaturas de Paracelso (segundo a qual uma planta possui indicação terapêutica relacionada ao ambiente onde ela cresce), já foram criados vários medicamentos. Rudolf Steiner resgatou esse conhecimento sob um olhar científico, e foi capaz de explicar fenômenos antes só experimentados na prática, mas sem uma explicação lógica. Exemplos? Dissemos que o eucalipto absorve muita água da terra, certo? Essa mesma propriedade “secativa” está presente no medicamento. E outra árvore que faz esse mesmo processo é o carvalho (Quercus), também indicado na homeopatia.

A Weleda possui em sua linha o Sinudoron, medicamento antroposófico composto por Berberis vulgaris D2, Hydrastis canadensis D4, Argentum nitricum D20, Belladonna D6 e Silicea D20. É uma associação de substâncias minerais e vegetais que auxilia no tratamento da sinusite aguda ou crônica, de maneira segura e eficaz. Disponível em gotas e comprimidos. Fale com seu médico ou farmacêutico antroposófico.

 

Eucalyptus globulus

 

SINUDORON – Posologia Sugerida
  Casos agudos Casos crônicos e prevenção
Crianças (até 12 anos) 10 a 15 gotas ou 1 comprimido, de 2 em 2 h espaçando conforme melhora dos sintomas, por 7 a 14 dias. 10 a 15 gotas ou 1 comprimido, 3 vezes ao dia por 1 a 2 meses.
Adultos e crianças maiores de 12 anos 15 a 20 gotas ou 2 comprimidos, de 2 em 2 h espaçando conforme melhora dos sintomas, por 7 a 14 dias. 15 a 20 gotas ou 2 comprimidos, 3 vezes ao dia por 1 a 2 meses.

 

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”

“SINUDORON É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA”.

SINUDORON: Berberis vulgaris D2, Hydrastis canadensis D4, Argentum nitricum D20, Atropa belladonna D6, Silicea D20. Apresentação: Solução oral (50 ml),  Comprimidos (80), frasco de vidro âmbar. MEDICAMENTO ANTROPOSÓFICO. USO ADULTO E PEDIÁTRICO. Indicações terapêuticas: De acordo com os conhecimentos antroposóficos em relação ao ser humano e à natureza espera-se que o SINUDORON atue no tratamento auxiliar da sinusite aguda ou crônica. A indicação deste medicamento somente poderá ser alterada a critério do prescritor. Ao estudarmos as matérias médicas dos componentes de SINUDORON encontrou-se: Berberis vulgaris – indicado para sinusite crônica maxilar e frontal, com dores na face, cefaleia pressiva na fronte e têmporas, coriza amarelo-serosa e depois purulenta. Hydrastis canadensis – indicado para secreções das mucosas, amarelas ou brancas, secreção nasal e retronasal espessa amarelada, descarga nasal aquosa, escoriante, sinusite após coriza, cefaleia e peso frontal, sinusite frontal ou maxilar subagudas. Argentum nitricum – indicado para mucosas irritadas e inflamadas com secreção mucopurulenta, coriza com calafrios, lacrimejamento e dor de cabeça. Atropa belladonna – indicada para inflamações locais, agudas, cefaleia intensa, congestiva e latejante, nevralgia facial, coriza, mucosa misturada com sangue, cefaleia por fluxo catarral suprimido. Silicea – indicada para supuração crônica, descargas purulentas das mucosas, falta de vitalidade e de calor vital, sinusite aguda ou crônica, frontal, com secreção nasal e retronasal espessa amarelada ou esverdeada, sinusite maxilar com dores que se agravam pelo frio, peso frontal, cefaleia por sinusite com dores na fronte, com coriza crônica. Contra-indicação: O produto é contra-indicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Posologia sugerida: SINUDORON Gotas e Glóbulos: Crianças até 12 anos: em casos agudos administrar 10 a 15 glóbulos ou gotas de 2 em 2 horas espaçando para 3 em 3 horas, depois 4 em 4 horas conforme melhora do quadro clinico, durante 7 a 14 dias. Para os casos crônicos ou para prevenção administrar 10 a 15 glóbulos ou gotas 3 vezes ao dia por 1 a 2 meses, ou conforme orientação médica. Adultos e crianças maiores de 12 anos: em casos agudos administrar 15 a 20 glóbulos ou gotas de 2 em 2 horas, espaçando para 3 em 3 horas, depois 4 em 4 horas conforme melhora do quadro clinico, durante 7 a 14 dias. Para os casos crônicos ou para prevenção administrar 15 a 20 glóbulos ou gotas 3 vezes ao dia, ou conforme orientação médica. SINUDORON Comprimidos: Crianças até 12 anos: em casos agudos administrar 1 comprimido de 2 em 2 horas espaçando para 3 em 3 horas, depois 4 em 4 horas conforme melhora do quadro clinico, durante 7 a 14 dias. Para os casos crônicos ou para prevenção administrar 1 comprimido 3 vezes ao dia por 1 a 2 meses, ou conforme orientação médica. Adultos e crianças maiores de 12 anos: em casos agudos administrar 2 comprimidos de 2 em 2 horas espaçando para 3 em 3 horas, depois 4 em 4 horas conforme melhora do quadro clinico, durante 7 a 14 dias. Para os casos crônicos ou para prevenção administrar 2 comprimidos 3 vezes ao dia, ou conforme orientação médica. Advertências: Até o momento, não foi relatada a necessidade de precaução, se administrado conforme a posologia sugerida. As orientações e recomendações previstas na bula estão relacionadas à via de administração indicada. O uso por outras vias não sugeridas por esta bula pode envolver risco e deve estar sob a responsabilidade do prescritor. Caso haja esquecimento de dose, não duplicar a dose subseqüente. Gravidez e lactação: O uso deste medicamento é compatível com a gravidez e a lactação. Não há evidências de riscos no ser humano (categoria B de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas). Interações medicamentosas: Até o momento não houve relatos de interações medicamentosas. Pacientes idosos: Não existem advertências ou recomendações especiais sobre o uso do produto por pacientes idosos. Reações adversas: Ainda não são conhecidas a intensidade e freqüência das reações adversas. Caso ocorra suspenda o uso do medicamento.  Superdosagem: Até o momento, não foram relatados ou verificados casos de superdosagem durante o tratamento com o produto. Entretanto, caso ocorra ingestão acidental excessiva, deve-se procurar um serviço médico ou entrar em contato com um médico. SINUDORON solução oral 50 mL – M.S. 1.0061.0055.004-1 SINUDORON – 80 comprimidos – M.S. 1.0061.0055.005-8 Farm. Resp.: Sherlise de Cássia Vieira Marcelino CRF-SP nº 13096 WELEDA  DO  BRASIL  –  LABORATÓRIO  E  FARMÁCIA  LTDA. Rua Brig. Henrique Fontenelle, 33, 05125-000 São Paulo – SP CNPJ: 56.992.217/0001-80. Indústria Brasileira. VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA. S.A.C. – Serviço de Atendimento ao Cliente Weleda – 0800 55 32 66

Referências Bibliográficas:

  • Alonso J. R. Tratado de Fitomedicina, Isis ed., Buenos Aires, 1998.
  • Boericke W. Materia Medica with Repertory, 9a ed., B. Jain Publishers, India, 1991.
  • Bott V. Medicina Antroposófica, uma ampliação da arte de curar, Vol. I, 3a. ed., Associação Beneficente Tobias, São Paulo, 1991.
  • Caldas, D., Schrank, Y. Síndrome de Cushing por uso abusivo de descongestionante nasal contendo dexametasona: Relato de caso. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, Vol. 67 (2001), No. 6, pp. 868-871.
  • Freire, M. F. I. Metais pesados e plantas medicinais. Revista Científica Eletrônica de Agronomia. Vol. 6 (2005), No. 8, pp. 1-14.
  • Hon KL, Burd A. 999 abuse: do mothers know what they are using? Journal of Dermatological Treatment, Vol. 19 (2008), No. 4, pp. 241-245.
  • Mar C. et al. An evidence-based review of the 10 most commonly used herbs. Western Journal of Medicine Vol. 171 (1999), No. 3, pp. 168-171.
  • Schramm, H. Heilmittel-Fibel zur Anthroposophischen Medizin. Novalis: Basel, 1997.
  • Silva, J. et al. Analgesic and anti-inflammatory effects of essential oils of Eucalyptus. Journal of Ethnopharmacology, Vol. 89 (2003), pp. 277–283.
  • Vale NB. A farmacobotânica ainda tem lugar na moderna anestesiologia? Revista Brasileira de Anestesiologia  Vol. 52 (2002), No. 3, pp. 368-380.

 


[1] Rodolfo Schleier é farmacêutico-bioquímico (USP) e especialista em fitoterapia (FACIS-IBEHE). Desde 2005 atua no Departamento Médico-Científico do Laboratório Weleda.

[2] Silberto Azevedo é farmacêutico-bioquímico (UFMG), Perito Toxicologista (IML-BH), Mestre em Administração (PUC Minas/FDC) e Diretor da Lemnis Farmácia.

[3] Curiosidade: O Parque do Ibirapuera em São Paulo deve muito ao eucalipto. Ali era um grande brejo e por isto a razão do nome que em Tupi se desmembra em:  Ibira quer dizer madeira e Puera que significa podre, ou seja, madeira podre, em alusão aos troncos caídos na água. Até que um funcionário da prefeitura começou a plantar eucaliptos para drenar essa água. Essas árvores estão lá ainda hoje, próximas ao viveiro de plantas que leva o nome do funcionário, o Sr. Manequinho Lopes.

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