14.07.08
Terapia artística - Terapias complementares na Antroposofia II
por Silberto Azevedo
A terapia artística
Foi Steiner que introduziu nos congressos do movimento teosófico a atividade e apresentações artísticas, que passaram a constituir parte essencial de todo o movimento antroposófico.
Em 1921 a Doutora Ita Wegman fundou a primeira clínica antroposófica, em Arlesheim, ao lado de Dornach, e que subsiste até hoje com seu nome. Na clínica, Steiner e Wegman já recomendavam o uso de atividades artísticas como terapia, o que foi o germe da terapia artística antroposófica. Esta, mais tarde foi desenvolvida e aplicada sob forma de pintura, modelagem, arte da fala, cantoterapia e euritmia curativa. O movimento médico-terapêutico antroposófico é, depois da Pedagogia Waldorf, talvez o que teve mais sucesso.
A terapia artística fundamenta-se na visão médica, terapêutica e artística ampliada pela Antroposofia de Rudolf Steiner, segundo a qual o homem é um ser espiritual constituído de espírito, alma e corpo vivo, e no conhecimento teórico e prático dos elementos das artes e das leis que os regem.
Assim, por meio de elementos das artes plásticas (cor, forma, volume, disposição espacial, etc.), a terapia artística possibilita que a pessoa se reconecte com a lei cósmica da criação e estabeleça um contato com a essência sanadora de cada um.
Na terapia artística aprende-se a observar, sentir, agir e pensar de modo mais consciente e diferente do que antes. No entusiasmo pela natureza, pelo belo, pelo ritmo e pela harmonia a pessoa sente-se novamente “inteira”.
E uma forma de dança, que é arte, tem sido desenvolvida desde 1912 com base no conhecimento do homem e do mundo apresentados na “Ciência Espiritual” de Steiner. A esta nova arte propôs-se o nome Euritmia.
Fontes:
- Moraes, W. A. As bases epistemológicas da medicina ampliada pela antroposofia, São Paulo. ABMA, 2005.
- Setzer, V. W. Antroposofia. SAB, 1998. Disponível em: www.sab.or.br


