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10.01.18

XILITOL: EDULCORANTE COM EFEITOS BENÉFICOS PARA A SAÚDE

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Introdução

É um adoçante que se destaca entre os demais, devido sua forma de obtenção (por biotecnológica) e também por possuir importantes propriedades físico-químicas e fisiológicas, o que capacita à aplicação do Xilitol nas áreas médica e odontológica.

O Xilitol é um edulcorante perfeitamente capaz de substituir a sacarose, tem várias aplicações clínicas e é tolerado por diabéticos. A molécula de Xilitol é um álcool-carboidrato (poliol, polihidroxiálcool acíclico ou pentitol) com 5 átomos de carbono ou um pentiol, de estrutura aberta, e não fermentável (diferentemente da sacarose e da glicose).

É encontrado naturalmente em muitas frutas, como ameixas, morangos e framboesas e vegetais. O corpo humano também produz cerca de 5 a 15 g de Xilitol / dia durante o metabolismo natural de carboidratos.

Comercialmente, o Xilitol é produzido a partir da hemicelulose xylan e de outras madeiras de várias árvores.

O Xilitol apresenta 40 % menos calorias em relação ao açúcar com valor calórico de 2,4Kcal.

Mecanismo de ação

Ao contrário dos açúcares convencionais, o Xilitol independe de insulina para ser metabolizado pelo organismo, o que o torna bem tolerado para casos de Diabetes mellitus Tipo I ou Tipo II.

O Xilitol possui duas principais vias de absorção: pelo fígado, a qual apresenta células altamente permeáveis e contém enzimas capazes de metaboliza-lo de forma mais rápida, transformando-o em energia, e pela flora intestinal, que por sua vez apresenta absorção mais lenta.

Toda a D-glicose proveniente do metabolismo do Xilitol é primeiro estocada como glicogênio no fígado e depois liberada lentamente. Desse modo, sua concentração no sangue não sofre as mudanças bruscas causadas pela sacarose e pela glicose, possibilitando então seu uso para diabéticos.

Vantagens

Uma das vantagens do Xilitol sobre a Sacarose é que, em virtude de sua elevada estabilidade química e microbiológica, ele atua mesmo em baixas concentrações como conservante de produtos alimentícios, oferecendo resistência ao crescimento de microrganismos e prolongando a vida de prateleira desses produtos;

Outra vantagem é que, devido à ausência de grupos aldeídicos ou cetônicos em sua molécula, o Xilitol não participa de reações com aminoácidos, conhecidas como reações de “Maillard”, ele não sofre reações de escurecimento não enzimático, que provocam diminuição do valor nutricional das proteínas;

Possui efeito refrescante;

Possui ação anticariogênica (previne a incidência de cáries e reduzindo sua formação);

É uma substância atóxica, classificada pela Food and Drug Administration (FDA), como um aditivo do tipo GRAS (Generally Regarded as Safe), deste modo, a incorporação em alimentos é legalmente permitida;

Propriedades e uso

  • Uso Cosmético

O Xilitol tem a propriedade de produzir sensação refrescante nos produtos cosméticos.

  • Agente de refrescância

O intenso sabor refrescante proporcionado pelo Xilitol deve-se ao fato deste apresentar calor de reação quando entra em contato com a umidade.

O efeito físico causado pelo calor resulta em um efeito refrescante natural que é muito diferente do efeito adstringente proporcionado por agentes como o Mentol.

  • Dulçor Superior

Apresenta maior potencial dulçor que outros edulcorantes disponíveis no mercado.

É um agente de corpo edulcorante, fornecendo volume e dulçor da mesma forma que a sacarose. Sabor agradável e sem “after taste”.

Em aplicações farmacêuticas, é utilizado para mascarar o amargor associado com algum ingrediente ativo.

  • Diabéticos

O Xilitol é metabolizado independentemente da insulina.

Aproximadamente 25 % da dose ingerida é absorvida pelo intestino. A porção remanescente é fermentada. O Xilitol é oxidado à D-Xylose e depois esta é oxidada para glicose.

Indicações

Suplemento dietético;

Tranquilizante;

Auxilia no metabolismo energético e da glicose;

Uso como adoçante de alimentos de crianças autistas;

Concentração de uso

O Xilitol é um produto bem tolerado, e sua dosagem pode variar de acordo com a sua finalidade.

Podem ser ingeridas doses espaçadas de 20 g cada, desde que a quantidade consumida por dia não ultrapasse 60 g

Bibliografia

FERREIRA, A.O. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora/MG: Pharmabooks, 2002.

MOURA, J.G.P. Nutrientes e Terapêutica. Pelotas/RS: Visão Artes Gráficas, 2009.

MUSSATTO, Solange Inês; ROBERTO, Inês Conceição. Xilitol: edulcorante com efeitos benéficos para a saúde humana. Rev. Bras. Cienc. Farm.,  São Paulo,  v. 38, n. 4, p. 401-413,  dez.  2002.   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322002000400003&lng=pt&nrm=iso>. acesso em  10  jan.  2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-93322002000400003.

SWEETMAN, S.C; et al; MARTINDALE – Guia Completo de Consulta farmacoterapeutica. Barcelona. 2005.

Informativo Via Farma

 

ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

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